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Caminhão 3/4 fatura R$ 23 mil em 17 dias, mas sobra menos da metade

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Caminhão 3/4 fatura R$ 23 mil em 17 dias, mas sobra menos da metade

Um motorista autônomo mostrou a conta completa de uma viagem feita com um caminhão 3/4 durante uma operação interestadual e revelou uma diferença grande entre faturamento e dinheiro realmente disponível. Em 17 dias de trabalho, ele percorreu 5.850 quilômetros, movimentou cargas em diferentes cidades e fechou R$ 23 mil de receita bruta.

O trajeto começou em Cascavel, no Paraná, e passou por Curitiba, Itaperuna, Rio Bananal, Trancoso, Porto Seguro, Linhares, Governador Valadares, Belo Horizonte, Ribeirão Preto, Torrinha, Santo André, Jundiaí, Barueri, Londrina e Jandaia do Sul. A operação foi montada com vários fretes complementares, aproveitando o espaço disponível no baú sider para reunir mercadorias de clientes diferentes.

Entre as cargas estavam máquinas, paletes, bombonas, equipamentos e um conjunto formado por motor e gerador. A estratégia exigiu negociação constante, cálculo de cubagem, peso, rota e valor por quilômetro. Em alguns trechos, o motorista desviou o caminho para encontrar cargas melhores e evitar voltar com parte do caminhão vazia.

A maior dificuldade apareceu no retorno do Nordeste para o Sudeste, onde havia pouca oferta de cargas com valor suficiente para cobrir a distância. Para melhorar a conta, ele buscou coletas em cidades diferentes e reorganizou a mercadoria várias vezes dentro do caminhão, mantendo espaço para novos complementos.

Dos R$ 23 mil faturados, R$ 6.400 foram gastos com diesel. Os pedágios consumiram mais R$ 1.360, enquanto a estimativa de desgaste e desvalorização do veículo ficou em R$ 1.240. Hospedagem, alimentação e outras despesas durante os 17 dias somaram cerca de R$ 2 mil. Com parcela e seguro do caminhão incluídos, o custo total chegou a R$ 15.100.

Depois de descontar todas as despesas apresentadas, sobraram R$ 7.900. Isso representa aproximadamente 34,3% do faturamento bruto. Na média, o caminhão gerou R$ 3,93 por quilômetro rodado, teve custo próximo de R$ 2,58 por quilômetro e deixou cerca de R$ 1,35 líquido por quilômetro.

Os números mostram como uma receita alta pode perder força quando diesel, pedágio, manutenção, alimentação e financiamento entram na conta. A ANTT mantém uma política de pisos mínimos que considera distância, tipo de carga e quantidade de eixos, com atualizações ligadas aos custos operacionais e à variação do diesel.

Na chegada a Cascavel, o último complemento acrescentou R$ 1 mil ao faturamento. A carga, anunciada inicialmente como 500 kg, apareceu na documentação com cerca de 1,2 tonelada. O motor e o gerador foram entregues na cidade, encerrando o giro após 17 dias.

Vídeo: Gordex transportes

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.