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Caminhoneiro por hora ou KM ganharia mais? Veja como funciona nos EUA

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Caminhoneiro por hora ou KM ganharia mais? Veja como funciona nos EUA

A discussão sobre quanto ganha um caminhoneiro no Brasil sempre volta à tona, principalmente quando aparecem relatos de longas esperas sem pagamento. E uma pergunta começa a ganhar força: se o motorista recebesse por hora trabalhada, como acontece em muitos casos nos Estados Unidos, será que ganharia mais?

Hoje, no Brasil, a maioria dos caminhoneiros recebe por frete. Ou seja, o pagamento está ligado à entrega da carga, não ao tempo gasto. Na prática, isso significa que horas paradas em fila, espera para carregar ou descarregar e até dias inteiros em pátios acabam não sendo pagos.

É aí que entra a diferença do modelo americano. Nos Estados Unidos, muitos motoristas recebem por hora ou por milha rodada, e em vários casos o tempo de espera também entra na conta. Ou seja, se o caminhão está parado por culpa da operação, o motorista continua recebendo.

Isso muda totalmente o jogo. Enquanto no Brasil o caminhoneiro pode ficar dois, três ou até quatro dias parado sem ganhar nada, no modelo por hora esse tempo vira dinheiro no bolso.

Outro ponto importante é o controle de jornada. Nos Estados Unidos, existem regras rígidas sobre quantas horas o motorista pode dirigir por dia. Isso força as empresas a organizarem melhor as operações, já que o tempo do profissional tem custo direto.

No Brasil, mesmo com leis sobre descanso, a realidade muitas vezes é diferente. O motorista acaba se adaptando ao sistema do frete, tentando compensar no volume o que perde no tempo parado.

Se fosse aplicado aqui, o pagamento por hora poderia valorizar mais o tempo do caminhoneiro, principalmente em situações de espera. Por outro lado, também exigiria mudanças grandes nas transportadoras, embarcadores e no próprio cálculo do frete.

Na prática, o que se vê hoje é um modelo onde o caminhoneiro assume boa parte do prejuízo do sistema, principalmente quando a operação atrasa.

A comparação com os Estados Unidos mostra que existe outro caminho possível. Resta saber se o mercado brasileiro estaria preparado para uma mudança desse tipo.

Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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