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Carro elétrico já foi moda, desapareceu e agora tenta vencer um velho problema

Ildemar Ribeiro2 minutos de leitura
Carro elétrico já foi moda, desapareceu e agora tenta vencer um velho problema

Carro elétrico não nasceu agora e já perdeu espaço outras vezes

O carro elétrico parece coisa nova para muita gente, mas essa história começou bem antes dos modelos modernos que hoje aparecem nas ruas, nos anúncios e nas conversas sobre transporte. No começo dos anos 1900, esse tipo de veículo já tinha força nos Estados Unidos. O Departamento de Energia dos EUA registra que, por volta de 1900, os elétricos representavam cerca de um terço dos veículos em circulação no país. Nova York chegou a ter uma frota com mais de 60 táxis elétricos.

Naquela época, o elétrico tinha pontos que agradavam: fazia pouco barulho, era mais limpo no uso urbano e não exigia o esforço de dar partida manual em motores a gasolina. Para deslocamentos curtos dentro das cidades, fazia sentido. O problema vinha quando a conversa passava para distância, preço, bateria e estrutura de recarga.

A primeira grande queda veio com a evolução dos carros a gasolina. A chegada da partida elétrica em 1912 ajudou a tirar uma vantagem importante dos elétricos, enquanto o Ford Model T barateou o carro a combustão e colocou escala na produção. O resultado foi simples: o elétrico ficou caro, limitado e perdeu lugar no mercado.

Depois disso, houve novas tentativas. Nos anos 1970, a crise do petróleo abriu espaço para pequenos elétricos, como o CitiCar, produzido entre 1974 e 1977. Ele virou símbolo de uma tentativa diferente, mas não conseguiu mudar o mercado de verdade. Contando suas variações, foram 4.444 unidades produzidas até 1979, número pequeno diante da força dos carros comuns.

Nos anos 1990, veio outra fase. A Califórnia criou regras para incentivar veículos sem emissão, e a GM lançou o EV1. O modelo foi produzido entre 1996 e 1999, mas o programa acabou em 2003. O Smithsonian trata o EV1 como exemplo da diferença entre inventar uma tecnologia e conseguir levar essa tecnologia ao mercado em larga escala.

É possível dizer que o carro elétrico já enfrentou pelo menos três grandes ondas que não viraram domínio real do mercado: a fase forte dos anos 1900, a tentativa dos anos 1970 e a retomada dos anos 1990. O desafio sempre passou pelo mesmo ponto: não basta o veículo funcionar. Ele precisa ter preço, autonomia, manutenção, recarga e confiança para entrar na vida de quem depende do transporte todos os dias.

Sobre o autor

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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