El Niño pode trazer desafios para transportadoras que atuam na região sul

Caminhões completamente ilhados. oto: Antônio Cícero/Photopress/Estadão Conteúdo

Chuvas acima da média, rodovias interditadas e atrasos nas entregas estão entre os principais problemas que o El Niño pode causar para transportadoras em diversas regiões do país.

O fenômeno climático costuma alterar o regime de chuvas em várias áreas do Brasil. Em alguns estados, o excesso de precipitações aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos e danos à infraestrutura rodoviária, afetando diretamente o transporte de cargas.

Quando uma estrada é bloqueada ou apresenta condições ruins de tráfego, as empresas precisam buscar rotas alternativas. Isso gera aumento no consumo de combustível, mais desgaste dos veículos e dificuldade para cumprir os prazos de entrega.

O agronegócio também pode sentir os efeitos. Problemas durante o plantio, colheita ou escoamento da produção acabam refletindo no volume de cargas transportadas e na dinâmica do mercado de fretes.

Em estados com forte movimentação de grãos, como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, as condições climáticas são acompanhadas de perto por transportadoras e embarcadores. Qualquer alteração mais severa pode impactar a logística de toda a cadeia produtiva.

As condições de viagem também mudam. Com chuva forte, baixa visibilidade e pistas molhadas, aumentam os riscos de acidentes e interrupções durante o trajeto, exigindo atenção redobrada dos motoristas.

Por isso, períodos de El Niño costumam exigir mais planejamento das empresas de transporte, principalmente na definição de rotas, programação de viagens e acompanhamento das condições das rodovias.