SLC e Bom Futuro disputam fazendas de R$ 1,85 bilhão em Mato Grosso

A briga por terras no agro brasileiro ganhou um novo capítulo em Mato Grosso. A disputa pelo ‘Bloco Mato Grosso’, um conjunto de fazendas avaliado em R$ 1,85 bilhão, agora envolve dois dos maiores nomes do setor: a SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro.
As propriedades, que somam 41,2 mil hectares, são voltadas para o cultivo de soja, milho e algodão. O negócio chamou atenção porque a SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do mundo, tinha direito de preferência para comprar parte das áreas que já arrenda. No entanto, a empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão.
Quem são os gigantes do agro em jogo?
A SLC Agrícola é conhecida por suas operações em larga escala, com centenas de milhares de hectares espalhados pelo Brasil. Já o Grupo Bom Futuro, fundado há mais de 40 anos em Mato Grosso, é um dos maiores grupos agrícolas privados do país. Além de grãos, a empresa atua em algodão, sementes, piscicultura e até geração de energia.
O Grupo Radar, dono das fazendas, não divulgou detalhes sobre o andamento da negociação. A única informação oficial veio do Bom Futuro, que afirmou ter exercido seu direito de preferência para comprar integralmente o ‘Bloco Mato Grosso’. Agora, a SLC precisa decidir se entra na disputa ou recua.
A decisão pode definir quem vai controlar uma das maiores áreas agrícolas do estado, com potencial para influenciar o mercado de grãos nos próximos anos.