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Caminhoneiro

Rio de Janeiro pode contratar quase 20 mil caminhoneiros em um ano com salário de R$ 2.533

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Rio de Janeiro pode contratar quase 20 mil caminhoneiros em um ano com salário de R$ 2.533
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Quem olha apenas os sites de emprego pode ter a impressão de que o Rio de Janeiro oferece pouco mais de 100 vagas para caminhoneiros. Esse número, porém, mostra somente os anúncios encontrados no dia da consulta. O movimento de contratação durante o ano é bem maior.

Dados levantados a partir dos registros do Caged mostram que as empresas de transporte municipal contrataram 4.178 motoristas de caminhão no estado nos últimos 12 meses. No transporte intermunicipal, interestadual e internacional, foram outras 11.199 admissões. O setor de produtos perigosos abriu mais 1.809 contratos.

Somados, esses três ramos chegaram a 17.186 contratações. A conta ainda não inclui motoristas chamados por supermercados, fábricas, depósitos, empresas de bebidas, construção, coleta de resíduos, locadoras e serviços públicos. Por isso, o mercado fluminense pode ficar perto de 20 mil contratos para caminhoneiros em um período de 12 meses, caso o ritmo recente seja mantido.

Isso não quer dizer que existam 20 mil vagas livres neste momento. Parte das admissões acontece para substituir quem saiu, cobrir aumento de frota ou atender contratos temporários. Uma mesma pessoa também pode mudar de empresa durante o ano e aparecer mais de uma vez no levantamento.

O salário-base médio calculado nos três ramos ficou perto de R$ 2.533 por mês. Nas transportadoras de produtos perigosos, a média chegou a R$ 2.890. Horas extras, adicional noturno, diárias, comissões, periculosidade e benefícios podem aumentar o valor recebido pelo motorista.

A procura pode continuar alta porque 65,1% das transportadoras ouvidas pela Confederação Nacional do Transporte apontam a falta de motoristas como a principal dificuldade para contratar. Profissionais com CNH E, curso MOPP e experiência com carreta, tanque, Munck ou cargas especiais costumam encontrar salários maiores.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.