Motorista se sentiu prejudicado pela PRF? Denúncia pode ser feita pela internet

Comentários publicados por caminhoneiros nas redes sociais acusam agentes da Polícia Rodoviária Federal de perseguição, abuso durante abordagens e até pedidos de propina. As mensagens foram apresentadas em uma entrevista com um policial rodoviário, que explicou como o motorista pode registrar uma denúncia.
As acusações não podem ser tratadas como prova contra toda a corporação ou contra um agente específico. Quando existir suspeita de corrupção, desrespeito ou irregularidade, o caminhoneiro deve reunir informações como data, horário, rodovia, local da abordagem, identificação da viatura, testemunhas, fotos, vídeos e documentos.
A Ouvidoria da PRF recebe denúncias e reclamações pela plataforma Fala.BR. Também é possível entrar em contato pelo e-mail ouvidoria@prf.gov.br ou pelo telefone (61) 2025-6607, em horário comercial. Em situações de emergência na rodovia, o número correto é o 191.
A denúncia pode ser identificada ou anônima. Quando o motorista informa seus dados, sua identidade deve ser protegida e ele consegue acompanhar o andamento pelo protocolo. Na denúncia anônima, não há protocolo nem resposta sobre o resultado da apuração.
Durante a entrevista, o número 180 foi citado como canal para denunciar qualquer crime. Essa informação está errada. O Ligue 180 é destinado ao atendimento e recebimento de denúncias de violência contra mulheres, não a reclamações gerais contra agentes da PRF.
A PRF afirma que multas são aplicadas quando existe descumprimento das normas de trânsito e que reclamações sobre comportamento inadequado devem ser apuradas pelos canais internos. O motorista também precisa relatar somente fatos verdadeiros: provocar uma investigação contra alguém que se sabe inocente pode configurar denunciação caluniosa.
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