Lula pede que caminhoneiros fiscalizem empresas e denunciem pagamento de frete abaixo do piso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (5) a nova lei que reforça as regras do piso mínimo do frete rodoviário.
Durante a cerimônia, Lula pediu que os próprios caminhoneiros fiscalizem o cumprimento da lei e denunciem empresas que oferecerem fretes abaixo do valor mínimo definido pela ANTT.
O presidente chegou a sugerir que os motoristas mantenham as regras visíveis dentro dos caminhões, inclusive em adesivos, para conhecerem seus direitos e cobrarem o cumprimento da norma.
Punições serão mais duras
A nova lei aumenta a fiscalização sobre contratações abaixo do piso e endurece as penalidades para empresas que descumprirem as regras.
Entre as mudanças estão:
- reajuste automático quando o preço dos combustíveis variar 5% ou mais;
- atualização da tabela a cada seis meses;
- cálculo com base nos custos reais da operação;
- reforço da fiscalização;
- multas maiores;
- possibilidade de punições mais severas para transportadoras reincidentes;
- obrigatoriedade do CIOT na operação de transporte.
A ANTT continuará responsável por definir e atualizar os valores do piso.
Caminhoneiro deve conferir antes de aceitar o frete
O ponto central do discurso de Lula foi a participação direta dos motoristas.
A orientação é simples: consultar o piso, comparar com o valor oferecido e denunciar quando a empresa tentar pagar abaixo do mínimo legal.
A medida busca evitar que o descumprimento do piso continue sendo tratado como prática comum no mercado.
Piso de R$ 5 mil não entrou na lei
A Câmara chegou a aprovar um piso mensal de R$ 5 mil para caminhoneiros de longas distâncias, mas o trecho foi retirado pelo Senado.
Por isso, a nova lei não cria salário mensal de R$ 5 mil. Os valores mínimos continuam sendo definidos pela ANTT de acordo com cada operação de transporte.
Comentários
0