Pular para o conteudo
Caminhoneiro

Caminhoneiro passa 80 dias longe de casa e pede demissão: “Não dá”

3 minutos de leitura
CAMINHONEIRO-ENTREVISTA
Publicidade

A rotina de longas viagens fez um caminhoneiro tomar uma decisão difícil: deixar uma grande transportadora depois de passar 80 dias longe de casa.

O motorista contou ao reporter Jaime Alves que trabalhou por cerca de dois anos e meio em uma empresa que realizava operações pelo Mercosul, mas a distância da família começou a pesar, principalmente por causa do filho pequeno.

Segundo ele, esse foi um dos principais motivos para sair da empresa.

“Fiz Mercosul e já passei 80 dias fora de casa. Por esse motivo que eu saí de lá. Filho pequeno”, relatou.

Durante esse período, uma das formas encontradas para amenizar a saudade era viajar acompanhado da esposa e dos filhos em algumas ocasiões. Para o caminhoneiro, ter a família junto ajudava a suportar a rotina pesada da estrada.

Mesmo assim, ele explica que estar com a família dentro do caminhão não substitui o descanso.

A rotina continuava sendo de trabalho, com viagens longas, compromissos de entrega e pouco tempo parado.

Falta de folga é uma das dificuldades da profissão

O caso mostra um dos desafios enfrentados por muitos caminhoneiros: a dificuldade de conciliar a profissão com a vida pessoal.

Segundo o motorista, não é apenas ficar longe de casa que pesa, mas também a dificuldade para conseguir períodos reais de descanso.

Para ele, folga significa estar em casa, poder viajar com a família ou simplesmente descansar sem estar trabalhando.

Depois de sair da antiga empresa, ele encontrou uma nova oportunidade onde consegue organizar melhor os períodos de descanso.

Na atual transportadora, segundo o caminhoneiro, quando a viagem demora mais, ele costuma ficar cerca de 15 dias fora de casa, uma diferença grande em comparação aos períodos de 60, 80 ou até 90 dias que alguns motoristas enfrentam em determinadas operações.

Trabalhar em empresa menor trouxe mais flexibilidade

Outro ponto destacado pelo motorista foi a facilidade de conversar diretamente com o proprietário da empresa.

Segundo ele, o fato de o dono também conhecer a realidade da estrada ajuda na organização das folgas.

“Ele também está na rodagem com a gente, ele sabe como é”, explicou.

Para o caminhoneiro, essa proximidade facilita a programação e evita aquela disputa constante por alguns dias em casa.

Salário maior nem sempre compensa

O relato também mostra que nem sempre o motorista escolhe uma empresa apenas pelo valor do pagamento.

Na antiga transportadora, ele tinha uma operação maior, mas o tempo distante da família acabou pesando mais.

Hoje, mesmo trabalhando com comissão, ele considera que a rotina ficou melhor porque consegue passar mais tempo em casa.

O motorista afirma que a qualidade de vida passou a ser um fator importante na escolha do trabalho.

Publicidade

Comentários

0
Escolha seu avatar

Ele aparecerá ao lado do seu nome nos comentários.

    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.