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Decisão no STF define quem deve pagar exame toxicológico de motoristas profissionais

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Decisão no STF define quem deve pagar exame toxicológico de motoristas profissionais
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Uma discussão sobre quem deve colocar a mão no bolso para pagar o exame toxicológico de motoristas profissionais chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão manteve o custo com a empresa empregadora, e não com o trabalhador.

O processo, ARE 1.499.613, teve como relator o ministro Flávio Dino e envolveu a JSL S.A. e a CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais Ltda. As empresas recorreram de uma decisão relacionada à exigência e ao pagamento dos exames toxicológicos de seus motoristas.

O entendimento mantido pelo Supremo é de que o empregador deve pagar o exame quando ele faz parte das obrigações relacionadas ao trabalho do motorista profissional. A regra alcança profissionais empregados que atuam no transporte rodoviário de cargas e também de passageiros.

Na análise do caso, Dino apontou que a cobrança da empresa está ligada ao dever de proteção da saúde e da segurança do trabalhador. O artigo 168 da CLT também estabelece que exames médicos relacionados à admissão e ao desligamento devem ser feitos por conta do empregador.

A Primeira Turma do STF analisou recurso sobre o caso em maio de 2025 e manteve o entendimento. O tribunal já havia considerado válida a exigência do exame toxicológico para motoristas profissionais na ADI 5.322, processo que discutiu vários pontos da chamada Lei dos Motoristas.

A legislação trata diretamente de quem trabalha dirigindo veículos no transporte rodoviário coletivo de passageiros e no transporte de cargas. Entre as regras previstas estão exames toxicológicos relacionados ao exercício da profissão.

No caso analisado pelo STF, a discussão não retirou do motorista a obrigação de se submeter ao exame quando exigido pela legislação. O ponto definido foi outro: sendo o exame uma exigência ligada ao vínculo de trabalho, o custo fica com a empresa empregadora.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.