
Foto: Reprodução de vídeo
Corpo de Bombeiros da região informa que não houve o rompimento da barragem e sim do dique.
Apesar da gravidade, não houve registro de mortes
Na manhã deste sábado (08) um dique da Mina Pau Branco da empresa Vallourec transbordou e inundou a BR-040, que liga BH ao RJ.
Conforme orientações do Corpo de Bombeiros o transbordamento ocorreu por causa do excesso de chuva e segundo a empresa responsável Vallourec, houve carregamento de material sólido para o dique, forçando a ruptura do mesmo, com acionamento de sirenes pela concessionária que administra a via as 10h31.
No momento do acidente, um motorista passava com seu veículo e foi atingido com a invasão das águas, mas não sofreu ferimentos graves.
A ANM – Agência Nacional de Mineração removeu seis pessoas que viviam na localidade, pois não seria possível, segundo o Corpo de Bombeiros, garantir a estabilidade das estruturas do dique.
O tenente Pedro Aihara, porta-voz da corporação, informou que o maciço permanecia íntegro, sem problemas estruturais que possui capacidade de 85 mil metros cúbicos de água.
A concessionária que administra o trecho da BR-040 na altura do KM 562 interditou a rodovia nos dois lados devido ao material carregado da mineradora.
O Ministério Público, através do procurador geral de justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Junior, mais a Advocacia Geral do Estado (AGE), devem ajuizar pedido para que os responsáveis da Mina Pau Branco, tomem as providências cabíveis para impedir o agravamento da situação.
O governador Romeu Zema (Novo) comentou que está atuando junto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para normalizar a situação na BR-040.
A Vallourec alegou que não teve rompimento de barragem. O que aconteceu foi que parte de material sólido da pilha Cachoeirinha entrou no Dique Lisa transbordando-o.
O dique trata-se de uma estrutura de contenção de águas pluviais e não uma barragem de rejeitos de mineração. O maciço se encontra íntegro e não houve rompimento da estrutura, comenta um representante da empresa.
A prefeitura de Nova Lima diz que está avaliando os impactos ambientais, mantendo contato com a empresa para definir as ações necessárias e que estará autuando a mesma por crime ambiental, com o apoio do estado e exigirá o cumprimento do Plano de Recuperação das áreas degradadas.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 10 de janeiro de 2022 17:08
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