
Foto: Reprodução / Guilherme Baffi
Uma situação de injustiça aconteceu com um caminhoneiro após um criminoso acusado de roubo ter apresentado sua CNH como seu documento de identificação. O caminhoneiro Fábio Júnior Prates Rosa, já havia passado por uma situação parecida anos atrás, mas o delegado percebeu o equívoco e não o prendeu. Dessa vez a situação não ocorreu assim.
Fábio foi abordado por policiais enquanto estava com seus três filhos pequenos. Os agentes verificaram toda sua documentação e pediram para que o motorista os acompanhasse até a delegacia.
“O momento mais difícil pra mim foi a hora que eles me colocaram na viatura na frente dos meus três filhos. Esse foi o fim pra mim, porque eu nunca dei mau exemplo pro meus filhos!” Pontua o caminhoneiro bastante emocionado.
Quando chegaram ao distrito policial, foi constatado que Fábio era foragido da polícia por ter roubado fios elétricos de caminhões de uma empresa de terraplanagem. No boletim de ocorrência constava que haviam sido apreendidos os fios roubados e uma faca usada no crime.
“Meu Deus, um choque! Eu nunca roubei nada!” Afirmou o caminhoneiro.
O crime que Fábio foi acusado aconteceu no dia 31 de janeiro deste ano em São José do Rio Preto, data e local divergentes já que o caminhoneiro e a família estavam em Santa Catarina em uma viagem. A defesa usou os registros fotográficos para comprovar que o motorista não tinha roubado na data e hora citadas, já que estava em outro estado com a família.
Durante a audiência de custódia, as provas não foram suficientes para que Fábio fosse colocado em liberdade de imediato. O juiz da audiência disse que a defesa precisaria entrar com pedido de revogação à prisão junto ao juiz responsável pelo caso.
Como toda essa burocracia jurídica, Fábio acabou ficando três dias preso. Logo no fim de semana de Páscoa, o caminhoneiro ficou longe de sua família onde seus filhos pequenos ficaram inconsoláveis com o que acontecia.
Uma situação que ainda segue em aberto e sem explicação, é o uso da carteira de motorista de Fábio vencida em 2017 ter sido usada pelo verdadeiro criminoso como documento de identificação.
O caminhoneiro ainda responde o processo pelo crime que não cometeu e espera uma decisão da justiça. O advogado de defesa diz que vai entrar com um pedido de danos morais contra o estado.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 24 de abril de 2022 09:55
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