Caminhoneiro

Chorão pede fim da Política de Preços praticada pela Petrobras e ainda questiona lucro

Chorão comenta que se houver outro aumento muitos caminhoneiros vão parar, pois não terão mais condições de prosseguirem.

Não podemos pagar combustível em dólar, recebendo em real

Wallace Landim, presidente da Abrava – Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, o “Chorão”, clama pelo fim do PPI – Preços de Paridade de Importação, que é uma política de aumento de combustíveis baseada na variação do dólar e cotação do barril do petróleo no mercado internacional, além de outros critérios.

Ele comenta que não é possível pagar em dólar pelo combustível, recebendo em real “é um absurdo”, comenta.

O lucro da estatal é altíssimo e quem paga é a população brasileira e especialmente os caminhoneiros também.

Vale lembrar que no dia 14 de março deste ano a Abrava entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) para tentar barrar os aumentos dos combustíveis, que vêm ocorrendo sucessivamente e de forma implacável, acarretando em sérios prejuízos para a população brasileira e aos trabalhadores que necessitam viver da renda do transporte de cargas e pessoas.

O aumento do dia 10 de março foi de 18,8% da gasolina, 24,9% do diesel e 16,1% do gás de cozinha.

No recurso, a Abrava solicita o fim da Política de Paridade de Preços Internacional – PPI, praticada pela estatal.

Landim afirma que enquanto a Petrobras registra lucros recordes, a PPI aumenta a inflação e prejudica toda a população brasileira e esse assunto não envolve somente os caminhoneiros, mas toda a sociedade!

As ações que estão sendo propostas pelo governo federal, não estão sendo efetivas na redução do preço do diesel.

Landim afirma que outra armadilha é quanto ao que é disposto para o povo, pois 27% da composição da gasolina provem do etanol, que não tem nada a ver com a moeda estrangeira e desta forma, acredita que a população está sendo enganada!

Outras categorias também estão descontentes com o governo, como os motoristas de aplicativos e motoboys.

Consciente, Landim alega sobre os riscos de uma greve, pois além de ficarem parados, sem nada receberem, os caminhoneiros ainda podem ser multados em até R$100 mil por dia.

Desta forma, a estratégia encontrada pela categoria é conscientizar a população brasileira da necessidade do fim da PPI.

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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