
Foto: Reprodução/Agência Petrobras
Especialistas dizem que deve faltar diesel no país no segundo semestre deste ano.
Líder dos caminhoneiros pede transparência com relação aos estoques nacionais
Nesta terça (24) a Federação Única dos Petroleiros alertou sobre o risco da falta de diesel no Brasil e as principais lideranças dos movimentos dos caminhoneiros e das empresas importadoras do combustível, demonstraram preocupação em especial com os atuais estoques.
O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis – Abicom, Sergio Araújo, comunicou que a escassez será um fenômeno global e o Brasil não conseguirá sair normalmente, caso alguma medida não seja tomada antes.
No segundo semestre deste ano, o consumo mundial deve aumentar devido com as questões sazonais do hemisfério Norte e com os problemas ocasionados com a guerra na Ucrânia, que alterou toda a logística em relação a produção, a compra e a venda do produto na Europa.
Já para o presidente da Abrava – Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, o “Chorão” como é mais conhecido, solicitou transparência nos níveis dos estoques internos da estatal.
Ainda não está faltando, diz Landim, mas essa preocupação existe.
De acordo com o executivo e ex-presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, existem relatos de escassez sistêmica do produto, porém já houve casos dos postos no interior ficarem até três dias sem combustível.
Os postos que são chamados de “bandeira branca” são os mais afetados. Os postos de combustíveis com as marcas de distribuidoras como Ipiranga, Shell e Vibra (antigo BR), compram cerca de 70% do diesel vendido pela Petrobras e importam o restante de suas necessidades.
Os outros postos que não possuem essas marcas dependem dos importadores regionais.
Já a Petrobras alega defasagem no preço do combustível poderá piorar ainda mais o abastecimento no país. O ex-presidente Jose Mauro Ferreira Coelho, antes de sua demissão havia alertado para o caso.
A empresa precisa aumentar o combustível para torna-lo mais competitivo para o país. As diferenças nos preços variam conforme as altas e baixas do dólar. A defasagem ontem estava em 2%, mas chegou na primeira semana de março a 28%.
O governo Federal com receio de aumentar o custo dos combustíveis, pode encontrar um país com falta de diesel no segundo semestre e durante o auge da colheita de soja.
Especialistas afirmam que o país terá dificuldades de escoamento de safra para os portos e isso poderá impactar diretamente no PIB – Produto Interno Bruto.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 31 de maio de 2022 20:23
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