Governo

Bolsonaro autoriza licitação para o término da obra da Usina Nuclear Angra 3

A energia nuclear dá resultados consideráveis de produção de energia, mas vale o risco?

Será realmente uma solução ou outro problema para o Brasil

Vídeo além de contar a história da energia nuclear no país, comenta também sobre o planejamento do governo Federal em querer finalizar as obras da usina nuclear Angra 3.

O presidente Bolsonaro autorizou seguir com licitações para a finalização das obras da construção da usina Angra 3, restando 35% para terminar.

O Brasil na época fez um acordo com a Alemanha que em troca do pagamento dos serviços da construção de oito usinas nucleares previstas na época, a Alemanha transferiria a tecnologia para o Brasil, mas só foram finalizadas duas até hoje e que atualmente estão em funcionamento.

O Brasil possui enormes reservas de urânio para isso, porém existem os riscos de acidentes e de acúmulo de lixo atômico.

O acordo firmado na década de 70 foi desfeito pela Alemanha, pois desde o acidente da usina de Fukushima no Japão, que a Alemanha decidiu desfazer e fechar todas as suas usinas nucleares e por isso não teve mais interesse em prosseguir com a transferência de tecnologia para nosso país, dentre outros fatores como riscos de acidentes e tratamento de lixo nuclear e desta forma, o Brasil teve que seguir sozinho. Atualmente já possuímos o conhecimento necessário.

Com isso prosseguiram as construções das usinas Angra I e II e quer agora, pelo atual governo, concluir as obras da usina de Angra III.

Apesar de o Brasil possuir um relevo próprio, onde predomina a produção de energia hidráulica, as nossas famosas hidrelétricas, entende-se que no futuro esse recurso poderá acabar ou se tornar escasso.

Se o governo Federal diz que o petróleo é um produto que prejudica o meio ambiente e desfaz da Petrobras e de seus lucros, pretendendo inclusive vendê-la, porque então pretende investir no término da obra da usina Angra 3 considerado um tipo de energia muito mais conflitante no contexto socioambiental?

Dos sete bilhões e meio de reais previstos inicialmente para terminar Angra 3, agora a previsão é de o dobro, ou seja, 15 bilhões de reais para a conclusão das obras e funcionamento. Quem está cuidando disso é a Eletronuclear.

A história conta que a Eletrobras Eletronuclear foi criada em 1997 com a finalidade de operar para construir usinas termonucleares no Brasil. Senso uma subsidiária da Eletrobras ela é uma empresa de economia mista e responde pela geração de aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no país.

A localização das usinas em Angra é estratégica, pois fica perto dos principais pontos consumidores, que são Rio de Janeiro e São Paulo.

Fica então aqui a pergunta se ela será a solução para o sistema energético do país ou será mais um problema para ser tratado por questões socioambientais?

Assista o vídeo e deixe aqui sua opinião sobre esse assunto!

Redação – Brasil do Trecho

Esta publicação foi modificada pela última vez em 8 de junho de 2022 13:54

Etiquetas Petrobras
João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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