Combustível

Veja como funciona a política de preço da Petrobras

Entenda todo o processo e porque ainda importamos petróleo!

De quem é a culpa do combustível estar tão caro

Nos ainda importamos petróleo? Sim, mas entenda por quê!

Nós exportamos bastante petróleo, isso realmente é verdade, porém dependendo de onde o petróleo está sendo extraído ele muda suas características. Nosso petróleo costuma ser mais denso e pesado e por esse motivo, precisamos importar petróleo mais leve para que ao misturarmos com os petróleos daqui, este fique também mais leve e isso favorece o processo de refino do petróleo, ou seja, fica mais barato refinar.

Se ao contrário, não importássemos o petróleo de fora, ficaria bem mais caro refinarmos o nosso denso petróleo sem misturá-lo e consequentemente, o preço do combustível seria mais caro ainda. Por esse motivo é que dizemos que não somos autossuficientes em Petróleo. Mas será que isso poderia ser diferente?

O que mais influencia os preços do petróleo?

O que mais influencia os preços do petróleo é o a cotação do dólar e o preço do barril, ou seja, o dólar está caro quando o risco fiscal do país é alto, quando se tem muita dívida e o país não sabe como pagar. 

Desta forma o dólar fica mais alto e o petróleo fica mais caro. Já o barril é influenciado pela lei da oferta e da demanda, o que faz com que ele flutue de preço.

Até 2016 os preços da Petrobras eram controlados através de uma expressão conhecida hoje como “a canetada”, ou seja, quando dava prejuízo o governo pegava dinheiro do tesouro nacional para subsidiar, então havia esse problema que de uma forma ou de outra, o controle estava sendo artificial.

No mesmo ano a política de preço passou por uma nova forma de controle, conhecida como “PPI” Política Internacional de Paridade de Preço, ou seja, nós pagamos mais caro porque a Petrobras paga mais caro para comprar também.

É importante frisarmos que mais da metade das ações pertencem ao governo e uma parte menor para investidores brasileiros e outra parte maior para investidores estrangeiros.

Desta forma, o governo federal é o sócio majoritário da Petrobras, ou seja, ele ainda manda na estatal e boa parte do lucro vai para o próprio governo. Cerca de 50,5% das ações pertencem ao governo Federal.

Em virtude dos subsídios do governo na época de 2013 a 2017 houve um maior endividamento da estatal, porque não se permitia aumentar os preços de acordo com o mercado internacional.

Independentemente se deve ou não ser subsidiado o petróleo, existem algumas perguntas que merecem respostas mais claras por parte do governo Federal, são elas:

  1. Porque o petróleo do Pré-sal, que é mais leve e se aproxima mais do que compramos lá fora, não é utilizado para misturar no petróleo mais denso que também extraímos?
  1. Se utilizássemos o petróleo do pré-sal, mesmo assim precisaríamos importar petróleo para efetuarmos um “blend” ou uma mistura mais leve? Se temos aqui por que ainda importamos?
  2. Porque o Brasil não investe o lucro obtido nas modernizações de nossas refinarias para aumentarmos a nossa produção interna e com isso reduzirmos as importações de derivados?
  1. Se o Brasil investisse nas refinarias e no aumento da produtividade interna, passaríamos a exportar muito mais não só petróleo como derivados também, não é verdade! Então porque não fazemos isso?
  1. Porque não temos uma política interna para o consumo dos brasileiros e uma externa para venda de petróleo e derivados?

Acreditamos que essas respostas existem, mas por escolhas erradas ou vaidade política, não querem respondê-las aos brasileiros!

Imaginem quantos empregos seriam criados! Quanta tecnologia atrairíamos! Quantas riquezas geraríamos! Existiria uma forma real de combatermos a inflação com a redução dos valores dos combustíveis!

Os serviços de fretes seriam muito maiores, porque a economia cresceria!

É viável sim ter uma política interna para consumo dos brasileiros, diferenciada de uma política externa para venda de parte do petróleo e derivados, porquê com o investimento nas refinarias para o aumento da produção de derivados, o lucro seria bem maior, permitindo a estatal subsidiar o mercado interno, sem perda brusca de seu lucro!

O Brasil tem a “faca” e o “queijo” na mão, porém é provável que outros interesses não deixem essa prosperidade se tornar realidade para o povo!

Então, você caminhoneiro! O que acha ser melhor para o Brasil?

Deixe aqui a sua opinião!

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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