Carro

Porque os carros da marca Peugeot é chamada de bomba?

Oficina especializada na marca mostra um teste simples que resolveu o problema deste veículo, que apresentou um defeito inicialmente preocupante.

O veículo chegou a ter a caixa de marchas condenada em outra oficina e o problema era apenas no sensor do ABS

Uma oficina especializada na marca francesa mostra o caso de um Peugeot, modelo Passion 207, 1.6, com transmissão automática, ano 2011/2012, em que sua única dona alegava que estava dando tranco ao passar da primeira para a segunda marcha, acendendo também uma luz sobre a transmissão, no painel do veículo.

Ele comenta, que a dona do veículo têm esse carro desde zero e que ela é muito cuidadosa, tendo efetuado primeiramente as revisões na oficina autorizada e depois em outras oficinas particulares.

Ao levar em uma dessas oficinas, acabaram apontando como sendo um grave problema e condenando a caixa de marchas, por ter apresentado um erro relacionado à transmissão, mas na verdade não era isso.

Porém o vídeo demonstra na prática o teste que foi feito e a correta explicação desse tipo de falha, que é de fácil conserto e não é caro.

A primeira coisa que o mecânico faz é passar o equipamento de diagnóstico que aponta um defeito na roda traseira direita (defeito de velocidade na roda traseira direita emitida pelo calculador de ABS), ou seja, trata-se apenas de um problema de sensor, pois o sistema do veículo não está fazendo a leitura corretamente e passa para o computador uma mensagem ligada a um erro relacionado a transmissão.

A explicação técnica é que relação da transmissão tem há ver com o sistema de ABS e o controle de velocidade das rodas do veículo e por esse motivo, às vezes “mascara” o problema, apontando ser de transmissão, quando na verdade é apenas um sensor da leitura do ABS da roda traseira direita e que deve ser substituído.

Canal: Andercar SERVICE

Esse sensor é responsável por vários controles, sendo eles: o calculador de injeção, o calculador de airbag, o calculador da transmissão etc, ou seja, esses sistemas precisam desse controle de velocidade para efetuar as trocas de marchas, dentre outras funcionalidades.

A recomendação dele é trocar os dois sensores traseiros, “o par”, para que ambos tenham a mesma resistência e para que o condutor não tenha que retornar logo depois por causa do sensor esquerdo que não apresentava problema aparente, mas precisa ser substituído em virtude de seu desgaste natural.

Após a substituição dos dois sensores, ele passa novamente o equipamento de diagnóstico e desta vez, ele não aponta nenhum erro. Então ele leva o veículo para um test drive e mostra que não aparece mais nenhuma luz no painel, como também as marchas são passadas normalmente, sem trancos.

Por esse emotivo ele alega que a falta de profissionais capacitados e experientes na marca francesa, muitas vezes induzem os donos desses veículos dizendo que ele não é tão bom quanto aparenta e desta forma, acabam desvalorizando os modelos.

Mas ele diz que isso pode ser mudado, tendo apenas que o condutor leve à uma oficina especializada na marca e somente assim, perceberá que apesar de muitas pessoas alegarem que a marca não tem um bom produto, as tecnologias aumentaram e agora muitos dos antigos problemas já foram superados.

Muitos lembrarão do antigo Fiat 147, não é verdade, porém apesar dos problemas que esse modelo apresentou a montadora tem atualmente veículos de excelente qualidade e boas vendas.

Apesar da desconfiança na marca francesa, de fato o valor do seguro desses carros ainda continua alto e existe a necessidade da montadora disponibilizar a venda de peças com maior abrangência, para que consigam mudar a opinião popular e para que seu produto tenha melhor aceitação no mercado brasileiro.

Deve ser feito um estudo do porque dessa baixa aceitação e o que precisa ser feito para mudar esse panorama. Os produtos da marca francesa são excelentes, mas ela deve dar maior atenção para a opinião pública, investigando o que eles pensam e o que deve ser feito para que não coloquem em prova a qualidade e a confiabilidade de seus veículos.

Por fim, o cliente sempre tem razão, não é verdade!

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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