Greve dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros intensifica, veja os pontos bloqueados.

Grande parte da categoria não aceitou o resultado das urnas

Dia 30 de outubro de 2022, data em que o Brasil escolheu o próximo governante do país que irá comandar a nação durante 04 anos a partir de 2023. Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito com 50,9% dos votos e garante o terceiro mandato como presidente da república federativa brasileira.

Após o anúncio do resultado das eleições líderes caminhoneiros e grande parte da categoria manifestaram contra a vitória de Luiz Inácio e decidiram interditar diversas rodovias do país.

A classe caminhoneira é grande apoiadora do presidente derrotado na reeleição, Jair Bolsonaro. Em 2018 concorrendo ao seu primeiro mandato como governante do país, os caminhoneiros abraçaram o até então candidato e colocaram uma grande força que ajudou a levar Bolsonaro ao poder.

No decorrer dos últimos 03 anos e meio o presidente perdeu uma parte desse apoio, mas ainda conta com a maioria dos caminhoneiros, maioria que não aceitou o resultado em que Luiz Inácio Lula da Silva foi declarado campeão nas urnas e decidiram protestar.

Um dos representantes dos movimentos a favor de Jair Bolsonaro declarou em vídeo o desejo de uma intervenção militar e afirmou que as forças armadas têm 48 horas para começarem o ato de intervenção. Enquanto isso, protestos por todo o país já estavam se iniciando e não irão parar enquanto o militarismo não se pronunciasse.

A motivação vai além das urnas e gera tensão no futuro da classe 

A categoria que em maioria queria a vitória do atual presidente não aceita os resultados das urnas e garantem que houve favorecimento para o lado de Luiz Inácio principalmente pelo ministro do TSE(Tribunal Superior eleitoral) Alexandre de Moraes, envolvendo os direitos de resposta e horários em propagandas.

Com a negativa da eleição para o atual governo, a categoria teme que problemas que atingiram a classe voltem com o retorno do mandatário petista. Um dos maiores temores é que o imposto federal sobre os combustíveis que atualmente está zerado seja reestabelecido e o preço do diesel volte a subir.

Os caminhoneiros já demonstravam que não iriam aceitar um resultado diferente do que foi mostrado em 2018

A categoria já dava sinais de um possível movimento contra o candidato de esquerda antes mesmo do resultado das eleições. Os possíveis indícios se concretizaram e os protestos não contam com data para término e a cada hora que passa ficam com mais força.

Além dos caminhoneiros grande parte do eleitorado do atual presidente também se mobilizou e estão se juntando aos profissionais das estradas. Já pensando em uma paralisação bastante longa populares reservam comidas e mantimentos para que os caminhoneiros continuem interditando as vias.

O agronegócio também está tendo participação em alguns protestos com representantes, mas ainda não foram registradas movimentações de máquinas agrícolas.

Confira alguns pontos que estão com barricadas, pneus queimados e grande concentração de caminhoneiros parados no Brasil:

  • Trevo de Cristalina, Goiás BR-050;
  • BR-470, em Garibaldi;
  • BR-386 no quilômetro 435, Nova Santa Rita sentido interior para capital;
  • Trecho da BR-116 entre Vila Sulina(SP) e Resende(RJ);
  • Via Dutra, altura de Barra Mansa, Rio de Janeiro;
  • BR-163, trecho em Mato Grosso;
  • BR-285 em Ijuí, acesso à Cruz Alta;
  • Feira de Santana, Bahia;
  • BR-285 em São Luís Gonzaga, trevo de acesso secundário a cidade;
  • RS-122 em Caxias do Sul e Flores da Cunha;
  • BR-463 em Tapejara, no km 30.

Existem rumores de novos protestos em outros pontos do país após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro que não fez nenhuma aparição pública depois do resultado das urnas.

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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