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Atual dono da Itapemirim é denunciado após operação voo de galinha

Estima-se que ao menos R$ 30 milhões foram supostamente desviados da recuperação judicial da empresa

Ao que tudo indica, os capítulos envolvendo a novela Itapemirim não terão fim. Dessa vez o atual dono da empresa, Sidnei Piva de Jesus, foi denunciado por fraude.

O Ministério Público de São Paulo enviou uma denúncia a respeito o empresário e o proprietário da Itapemirim por crimes envolvendo estelionato e fraudes após o andamento da operação “voo de galinha”.

A operação foi intitulada assim por investigar denúncias vindas de fornecedores, consumidores e em relação a empresa e também pelo sindicato dos aeronautas onde foi apurado atos de vantagem de forma ilícita.

Os principais indícios focam na criação da empresa no formato aéreo que teria recebido dinheiro de parte do transporte rodoviário do grupo de forma irregular.

Estima-se que ao menos R$ 30 milhões foram supostamente desviados da recuperação judicial da Itapemirim fora outros atos em todo o processo que podem vir a ser criminalizados.

A promotoria já havia pedido algumas medidas cautelares contra Sidnei como monitoramento com o uso de tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte, agora pede a restrição de bens em nome do empresário.

O Ministério Público usou como argumento pontos da investigação como a forma em que foi tratada alguns tipos de informações na prestação de serviços na aviação comercial principalmente no período mais extremo da covid-19 atingindo os direitos trabalhistas e operacionais.

Números negativos da empresa

A Itapemirim já viveu seus dias de glória no passado quando seu dono era o empresário Camilo Cola, que levou a empresa a altos patamares, mas que infelizmente declinou após uma grave crise.

Sendo vendida para Sidnei Piva, a empresa se aventurou na aviação comercial onde funcionou por seis meses, mas parou suas atividades em 17 de dezembro de 2021 deixando um rombo milionário em dívidas trabalhistas e em relação de consumo já que várias pessoas com passagens compradas(período com grande volume de viagens pelas festas de fim de ano) não puderam voar e muito menos serem ressarcidos.

Há milhares de reclamações contra a empresa na plataforma do Consumidor e apenas no TJ-SP(Tribunal de Justiça de São Paulo) a Itapemirim já acumula centenas de processos em relação a reembolso, danos morais e indenizações.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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