
Foto: Reprodução da internet
Esta é uma pergunta relevante que muitos caminhoneiros desejam obter resposta.
Sucessor do igualmente popular 1111, o Mercedes L-1113 surgiu em 1969 com a mesma cabine, mas apresentando um motor mais moderno e potente – um seis cilindros 5.7 de 147 cv e 41 mkgf de torque.
A indagação que muitos caminhoneiros querem ver respondida é se é possível ou não utilizar o diesel S10 em motores mais antigos, como o 1113.
Rador Tavares inicia o vídeo sem delongas, explicando que o S10 foi desenvolvido para motores mais modernos, enquanto o S500 é indicado para motores mais antigos.
“Pode até ser utilizado, mas não é o ideal. Só deve ser usado o S10 caso não haja disponibilidade do S500 em nenhuma hipótese, a fim de evitar que o veículo fique parado por esse motivo”, afirma Tavares.
Ele acrescenta que essa prática pode reduzir a vida útil do motor 1113, sendo a troca desaconselhada, pois, ao longo do tempo, pode comprometer outros componentes que precisarão ser substituídos prematuramente.
Qual o melhor óleo: S10 ou S500?
O óleo S10 possui um índice de cetano igual a 48, enquanto no S500 esse número cai para 42. Portanto, o diesel S10, além de ser menos poluente, oferece melhor desempenho, sendo considerado superior por esse motivo.
Contrariando opiniões de alguns especialistas que afirmam que o diesel S10 não prejudica os motores mais antigos, segundo o experiente mecânico Rador Tavares, esses motores não foram projetados para receber o óleo S10, apesar de funcionarem com ele.
Veja o que dizem alguns especialistas: “Não há risco na utilização de diesel S10 em motores mais antigos, pois ele possui aditivos complementares ao combustível para auxiliar na lubricidade”, explica Everton Silva, mentor de tecnologia e inovação da SAE Brasil.
Já o contrário, colocar diesel S500 em motores modernos, não é recomendável e pode até resultar em crime ambiental. O principal argumento para manter o combustível mais antigo é financeiro: como o S10 é mais caro, sua obrigatoriedade impactaria negativamente no frete e no transporte de cargas no Brasil.
O diesel tem em sua composição uma parcela de enxofre, que não é totalmente eliminada durante o refino do petróleo. Além de ser tóxico, o composto pode se transformar em diferentes tipos de ácidos em contato com a água, impactando o meio ambiente.
Desde 2014, é obrigatória a venda de diesel com no máximo 10 partes de enxofre por milhão dentro dos centros urbanos, denominado S10. No entanto, em rodovias e regiões rurais, ainda é permitida a comercialização de um diesel menos refinado, o S500, que, como o nome indica, tem 500 ppm de enxofre.
Assista ao vídeo e tire suas conclusões!
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