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Polícia Civil trabalha com hipótese de acidente em morte de caminhoneiro atingido por pedra na BR-386

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul está tratando como acidente a morte do caminhoneiro Lozival do Rosário Nascimento, de 48 anos, atingido por uma pedra enquanto trafegava pela BR-386, em Lajeado, na madrugada desta quarta-feira (11). O caso, que inicialmente levantou dúvidas sobre possível ação criminosa, está sendo investigado como uma fatalidade, segundo as autoridades.

O que aconteceu

O caminhoneiro, natural da Bahia e residente em Passo Fundo, conduzia um Volvo VM 270 com placas de Casca (RS), no sentido capital–interior. Ao passar pelo km 339 da rodovia, entre o viaduto do bairro Conventos e a ponte sobre o Arroio Forquetinha, o para-brisa do veículo foi atingido por uma pedra de 12,5 quilos, segundo perícia do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Mesmo ferido, Lozival conseguiu parar o caminhão no acostamento. Ele foi socorrido pela equipe da concessionária CCR ViaSul e encaminhado ao Hospital Bruno Born, onde morreu horas depois em decorrência dos ferimentos.

Investigação aponta para acidente

De acordo com o delegado Humberto Roehrig, da Delegacia de Polícia de Lajeado, não há indícios até o momento de que a pedra tenha sido lançada propositalmente contra o caminhão.

“A gente não descarta nenhuma linha, mas estamos trabalhando principalmente com um acidente, uma fatalidade que aconteceu. Esse tipo de fato não é comum na nossa região”, explicou o delegado.

O objeto pode ter se soltado de algum ponto elevado, como o viaduto próximo, ou até mesmo ter sido projetado por outro veículo, acidentalmente. Peritos do Grupo Pericial (GP) seguem analisando a origem da pedra.

Imagens de câmeras serão analisadas

A CCR ViaSul informou que o chamado foi registrado às 4h44 e que uma faixa da rodovia ficou bloqueada até as 7h30 para o atendimento da ocorrência. Imagens do sistema de monitoramento da concessionária serão utilizadas para tentar esclarecer o trajeto da pedra até o impacto no caminhão.

Impacto e comoção

A morte de Lozival gerou comoção entre colegas caminhoneiros. Ele transportava uma carga de frangos para abate e era considerado um profissional experiente.

O caso alerta para os perigos presentes mesmo em situações inusitadas nas estradas brasileiras e reforça a importância de manutenção e fiscalização em áreas de risco próximas às rodovias.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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