O governo federal anunciou nesta segunda-feira (7) que poderá ocorrer uma diminuição nos preços dos combustíveis, caso o valor do barril de petróleo Brent continue em declínio. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, explicou que a recente queda no preço internacional do petróleo amplia o espaço para que a Petrobras faça ajustes nos valores da gasolina, do diesel, do GLP e do querosene de aviação (QAV)
Durante coletiva, Silveira ressaltou que o patamar atual do Brent, inferior ao observado há poucos meses, cria ambiente favorável para que os preços aos consumidores sejam reduzidos. Ele destacou, entretanto, que essa queda precisa ser consistente e duradoura para gerar impactos reais nas bombas .
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também se manifestou, afirmando que a estatal revisa os preços a cada 15 dias e está atenta aos movimentos de mercado. Ela declarou que o recuo no valor do barril, aliado à valorização do real, abre caminho para eventuais reduções em refinaria, que podem se refletir na gasolina, no diesel, no GLP e no QAV
O governo reforçou que não pretende interferir na política de preços da Petrobras, respeitando a autonomia da estatal, mas que mantém diálogo constante para garantir que eventuais quedas no mercado internacional sejam repassadas com transparência ao consumidor
Impactos esperados
- Alívio no bolso das famílias: queda na gasolina e no etanol tende a reduzir os custos de transporte da população.
- Redução no custo do frete: valor menor do diesel impacta diretamente no preço final de bens e produtos, beneficiando a cadeia logística.
- Reflexo na inflação: com menores tarifas de combustíveis, o IPCA (índice oficial de inflação) tende a desacelerar.
Segundo associação de importadores (Abicom), os preços internos da gasolina e do diesel ainda estão acima dos valores internacionais, o que gera pressão adicional por ajustes

