Tarifaço começa amanhã e caminhoneiro pode sentir o impacto nos fretes em menos de 30 dias

Atualização na tabela de pisos mínimos de frete: ação da ANTT
Rodovia com intenso movimento de carretas. Foto: Reprodução / Internet

A partir desta quinta-feira (1º), entra em vigor o novo pacote de reajustes tributários do governo federal, conhecido como “tarifaço”. As mudanças incluem aumentos de impostos sobre combustíveis, energia, produtos industrializados e insumos do setor de transportes, o que pode afetar diretamente o custo operacional dos caminhoneiros em todo o país.

Especialistas alertam que o impacto nos preços dos fretes pode ser sentido em menos de 30 dias. O principal fator é o reajuste na tributação sobre o diesel, combustível que representa uma das maiores despesas para os transportadores. Com o aumento da carga tributária, postos de combustíveis já projetam repasses imediatos ao consumidor final, o que deve pressionar os custos logísticos em todo o Brasil.

Segundo representantes do setor, o momento é de alerta. “Qualquer centavo a mais no diesel pesa no bolso do caminhoneiro. Estamos vendo um efeito dominó se formando: combustível mais caro, frete pressionado e possibilidade de redução na margem de lucro para quem transporta”, afirmou João Carlos Dias, presidente de uma cooperativa de transporte rodoviário no Centro-Oeste.

Além do diesel, o tarifaço deve afetar peças e componentes automotivos, pneus e manutenção, elevando ainda mais o custo de operação dos veículos de carga.

Com um cenário já delicado — marcado pela concorrência desleal, fretes defasados e aumento no endividamento da categoria —, o reajuste pode provocar um desequilíbrio no setor e reacender discussões sobre a política de preços e a falta de medidas de proteção aos caminhoneiros autônomos.

O governo, por sua vez, defende que as medidas são necessárias para o equilíbrio fiscal e que os impactos serão monitorados de perto.

Enquanto isso, entidades do transporte e motoristas aguardam os desdobramentos com apreensão, temendo que os custos elevados acabem empurrando muitos profissionais para fora das estradas.