
Diego Andrade e Zé Trovão. Foto: reprodução
O transporte rodoviário de cargas, responsável por cerca de 75% da logística nacional, foi tema central de um debate promovido pela Câmara dos Deputados nesta semana. Participaram da discussão os deputados Diego Andrade (PSD-MG) e Zé Trovão (PL-SC), que analisaram os principais desafios e oportunidades do setor, que é vital para o escoamento da produção brasileira.
De acordo com dados da Fundação Dom Cabral, o modal rodoviário permanece como o mais utilizado no país, apesar das conhecidas carências de infraestrutura, altos custos operacionais e desafios regulatórios. Ainda assim, o setor demonstrou fôlego: cerca de R$ 6 bilhões foram investidos em 2024, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior.
Durante o debate, os parlamentares destacaram que o setor está passando por uma transformação acelerada, impulsionada pela digitalização de processos, exigências ambientais e mudanças nas relações de trabalho.
“O transporte de cargas precisa se adaptar rapidamente ao novo cenário logístico. As empresas que investirem em tecnologia, eficiência e capacitação de motoristas terão vantagem”, disse Diego Andrade.
Zé Trovão, que tem ligação direta com a base dos caminhoneiros, ressaltou a importância de incluir os trabalhadores autônomos no processo de modernização, sem perder de vista as pautas históricas da categoria, como frete mínimo, custo do diesel e infraestrutura rodoviária adequada.
“Não se faz logística no Brasil sem o caminhoneiro. E se ele não tiver condições dignas de trabalho, nenhum avanço tecnológico vai sustentar o setor”, afirmou.
Os deputados também defenderam maior atenção do governo federal às políticas públicas voltadas ao setor, incluindo programas de incentivo ao transporte autônomo formalizado, melhoria na infraestrutura de apoio nos portos e rodovias, e revisão de tributos sobre o diesel.
A recente proposta de ampliação do limite de faturamento para caminhoneiros MEI, em análise na Câmara, foi citada como um passo importante para formalizar e dar suporte fiscal a milhares de profissionais autônomos.
O consenso entre os parlamentares é claro: o transporte rodoviário de cargas seguirá como o principal pilar da logística brasileira por muitos anos. No entanto, para garantir sua eficiência, competitividade e segurança, será necessário um esforço conjunto entre governo, iniciativa privada e trabalhadores.
“Não se trata apenas de movimentar produtos, mas de **garantir que a economia brasileira continue girando com responsabilidade, segurança e dignidade para quem está nas estradas”, concluiu Diego Andrade.
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