Mesmo com a alta demanda por fretes, muitas transportadoras continuam exigindo experiência prévia, criando um ciclo difícil de quebrar: sem experiência, o caminhoneiro não é contratado; sem ser contratado, não consegue adquirir experiência.
Enquanto isso, motoristas mais antigos estão deixando a profissão e os novos enfrentam portas fechadas, mesmo com curso MOPP, CNH categoria E e, em alguns casos, até caminhão próprio.
O resultado é claro: faltam motoristas, cargas ficam paradas, prazos estouram e o custo do transporte aumenta. Quem paga a conta? Toda a cadeia logística — do embarcador até o consumidor final.
O setor precisa quebrar esse ciclo. É preciso criar espaço para o novo. Treinar, acompanhar e dar a primeira chance.
O Brasil tem caminhoneiros querendo trabalhar. O que falta é oportunidade.

