
Caminhoneiro sozinho. Foto: reprodução
A rotina pesada e o afastamento constante de casa estão levando muitos caminhoneiros a repensar suas escolhas. Cada vez mais, profissionais do volante estão deixando a estrada para buscar empregos fixos em suas cidades, mesmo que o rendimento seja menor.
A mudança reflete um cansaço crescente diante da falta de valorização da categoria, das longas jornadas, da insegurança nas rodovias e das dificuldades em manter uma vida familiar equilibrada. Muitos relatam que, apesar de amar a profissão, a distância dos filhos e da esposa pesa mais do que o salário no fim do mês.
Alguns ex-caminhoneiros têm migrado para áreas como logística, construção civil, segurança e transporte urbano — funções que oferecem uma rotina mais previsível e a chance de voltar para casa todos os dias.
O fenômeno acende um alerta para o futuro do transporte rodoviário no Brasil: se o país não investir em melhores condições de trabalho, segurança e reconhecimento, o número de motoristas dispostos a seguir viagem pode continuar diminuindo — e, com isso, toda a cadeia logística nacional pode sentir o impacto
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