
Foto: Reprodução / PAULO LIEBERT/ESTADÃO CONTEÚDO
A gasolina vendida no Brasil atualmente está, em média, 8% mais cara do que o valor correspondente à sua paridade internacional. É o que revela um estudo divulgado pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) na última sexta-feira (10).
O relatório aponta que o preço interno do litro de gasolina está cerca de R$ 0,23 acima da paridade de importação, com variações regionais entre R$ 0,17 e R$ 0,31, conforme o polo de distribuição. Na semana anterior, a diferença havia chegado a 10%, o que sugere uma leve queda no descompasso entre os valores doméstico e internacional.
Parte da justificativa para esse cenário envolve a queda nas cotações internacionais da gasolina e também a estabilidade cambial, com o dólar cotado em cerca de R$ 5,35 no encerramento da sessão de análise.
Enquanto isso, o diesel apresenta situação inversa: ele é negociado, em média, 4% abaixo da paridade internacional, o que representa uma defasagem média de R$ 0,14 por litro.
Para quem trabalha com transporte rodoviário — especialmente caminhoneiros — esse descolamento entre preços doméstico e internacional da gasolina pode significar:
Além disso, o fato de o diesel estar “barato” na paridade pode gerar distorções nas decisões de consumo de combustíveis entre os transportadores (gasolina vs diesel), ainda que a grande maioria dos caminhões use diesel.
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