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Poder de compra de caminhoneiros despenca enquanto remuneração segue estagnada

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Cena de uma idosa servindo uma refeição ao seu esposo caminhoneiro na cozinha do caminhão emociona colega de profissão

O poder de compra dos caminhoneiros que cruzam as rodovias brasileiras vem caindo de forma acelerada nos últimos anos, pressionado pela alta dos custos operacionais e pela estagnação do valor pago pelos fretes. Enquanto despesas como combustível, manutenção, pneus, pedágios e alimentação aumentam mês após mês, o valor recebido pelas viagens permanece praticamente o mesmo — em alguns casos, até menor que antes.

Motoristas relatam que, após pagar as despesas básicas da viagem, “sobra cada vez menos”. Muitos afirmam que hoje trabalham mais horas e rodam distâncias maiores apenas para manter o mesmo rendimento de anos atrás.

Especialistas do setor de transporte apontam que a defasagem do frete já ultrapassa os dois dígitos em diversos segmentos, tornando inviável a renovação da frota e comprometendo a segurança das operações. A situação também afeta a economia local das cidades de rota, onde caminhoneiros consumiam mais em postos, restaurantes e serviços.

Sem reajustes compatíveis com os gastos e sem políticas que garantam remuneração mínima justa, a categoria alerta para um cenário de desgaste intenso e risco de abandono da profissão, especialmente entre autônomos, que são os mais impactados.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.