
Foto: Reprodução / Internet
O poder de compra dos caminhoneiros que cruzam as rodovias brasileiras vem caindo de forma acelerada nos últimos anos, pressionado pela alta dos custos operacionais e pela estagnação do valor pago pelos fretes. Enquanto despesas como combustível, manutenção, pneus, pedágios e alimentação aumentam mês após mês, o valor recebido pelas viagens permanece praticamente o mesmo — em alguns casos, até menor que antes.
Motoristas relatam que, após pagar as despesas básicas da viagem, “sobra cada vez menos”. Muitos afirmam que hoje trabalham mais horas e rodam distâncias maiores apenas para manter o mesmo rendimento de anos atrás.
Especialistas do setor de transporte apontam que a defasagem do frete já ultrapassa os dois dígitos em diversos segmentos, tornando inviável a renovação da frota e comprometendo a segurança das operações. A situação também afeta a economia local das cidades de rota, onde caminhoneiros consumiam mais em postos, restaurantes e serviços.
Sem reajustes compatíveis com os gastos e sem políticas que garantam remuneração mínima justa, a categoria alerta para um cenário de desgaste intenso e risco de abandono da profissão, especialmente entre autônomos, que são os mais impactados.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 16 de novembro de 2025 07:11
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