
Caminhoneiro com dinheiro na mão. Foto: reprodução.
O Senado Federal deve votar nesta semana um projeto de lei que promete trazer alívio no bolso de milhões de brasileiros. A proposta amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, isentando completamente essa parcela da população do pagamento do tributo. O texto, que já passou pela Câmara dos Deputados, é visto como uma das mudanças mais significativas no sistema tributário dos últimos anos.
Se aprovado, o projeto — que ainda precisa da sanção presidencial — poderá entrar em vigor já em janeiro de 2026, beneficiando trabalhadores assalariados, autônomos e pequenos empreendedores. Atualmente, apenas quem recebe até R$ 2.824 mensais está isento do Imposto de Renda, o que faz com que boa parte da classe média ainda tenha parte do salário retido na fonte. Com a nova faixa, estima-se que cerca de 16 milhões de pessoas deixariam de pagar o imposto.
O texto também prevê uma tabela progressiva para quem ganha acima de R$ 5.000, com descontos graduais até a faixa de R$ 7.350. Para compensar a perda de arrecadação, o governo pretende ampliar a tributação sobre lucros e dividendos recebidos por empresas e investidores de alta renda, além de criar mecanismos de compensação para estados e municípios.
A proposta surge em um momento de forte pressão por parte da sociedade, que sente o peso dos impostos sobre o consumo e a renda. Com o aumento do custo de vida, combustível caro e reajustes constantes em serviços básicos, o alívio fiscal é visto como um passo importante para reaquecer a economia e devolver poder de compra à população.
Se for aprovada sem alterações, a nova regra permitirá que trabalhadores com salários de até R$ 5.000 recebam o valor integral sem descontos de IR, o que pode representar um ganho significativo no orçamento mensal. No entanto, especialistas alertam que será necessário aguardar a regulamentação e as instruções oficiais da Receita Federal para entender os detalhes práticos da aplicação da medida.
O projeto será analisado nos próximos dias e, caso receba sinal verde do Senado, seguirá para sanção presidencial. A expectativa é de que, se confirmada, a nova tabela do Imposto de Renda comece a valer no início de 2026, marcando uma das maiores atualizações no sistema tributário brasileiro das últimas décadas.
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