Você já deve ter ouvido alguém dizer que “não tá fácil pra ninguém”, e essa frase tá valendo também pro setor de implementos rodoviários aqui no Brasil. Sabe aqueles reboques, semirreboques e carrocerias que os caminhoneiros usam pra carregar tudo o que a gente consome no dia a dia? Pois é, as vendas desses equipamentos caíram neste ano, mostrando que a coisa não anda tão boa assim.
De janeiro a novembro deste ano, os números mostram que foram vendidos menos implementos do que no mesmo período do ano passado. Em vez de crescer, como a gente queria, o mercado encolheu cerca de 6%. Isso quer dizer que as fábricas entregaram menos caminhões e menos implementos pras estradas do Brasil.
Esse cenário ruim tem ligação com uma série de coisas que a gente sente no bolso e no dia a dia. Primeiro, o mercado de caminhões também andou meio devagar, com queda nas vendas, e quando os caminhões vendem menos, quem fabrica implementos sente isso na hora.
Alguns tipos de implementos mais pesados, como reboques e semirreboques, sofreram ainda mais. Já outros modelos, tipo os mais leves ou voltados pra entregas urbanas, até conseguiram um desempenho melhor, puxados pelo crescimento do comércio eletrônico e pela necessidade de distribuição rápida nas cidades.
Quem acompanha o setor diz que essa queda é reflexo de um momento mais lento da economia como um todo. Quando a indústria não vai bem, quando o pessoal compra menos e quando o frete não tá bombando, todo mundo acaba segurando a compra de implementos e caminhões — e isso mexe com a cadeia inteira.

