
Abascento com etanol Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O etanol terminou o ano de 2025 ocupando um lugar nada confortável no bolso dos brasileiros. O combustível fechou o mês de dezembro como o que mais acumulou alta ao longo do ano, superando a gasolina e o diesel, e reforçando a sensação de aperto para quem depende do veículo para trabalhar ou se locomover.
De acordo com informações divulgadas pelo InfoMoney, o aumento expressivo do etanol ao longo de 2025 foi resultado de uma combinação de fatores que vão desde questões climáticas até o comportamento do mercado de combustíveis. O resultado foi sentido principalmente nas bombas, onde o preço subiu de forma contínua em várias regiões do país.
Ao longo do ano, o etanol sofreu pressão por causa da menor oferta de cana-de-açúcar em determinados períodos, além da maior destinação da produção para o açúcar, que apresentou preços mais atrativos no mercado internacional. Esse movimento reduziu a disponibilidade do biocombustível e contribuiu para a escalada dos valores.
Outro ponto destacado na análise é a relação direta entre o etanol e a gasolina. Com a gasolina mantendo preços relativamente estáveis em alguns momentos, o etanol perdeu competitividade, mas ainda assim continuou subindo, especialmente em estados onde a logística e a tributação pesam mais no custo final.
Para caminhoneiros e profissionais do transporte, mesmo aqueles que utilizam majoritariamente o diesel, a alta do etanol não passa despercebida. O aumento do combustível afeta o custo de vida, o preço de serviços, alimentos e impacta toda a cadeia logística, refletindo indiretamente no frete e nas despesas do dia a dia.
Segundo o levantamento citado pelo InfoMoney, o comportamento do etanol em 2025 reforça como o mercado de combustíveis segue sensível a fatores externos, como clima, produção agrícola e decisões econômicas. Pequenas mudanças nesses pontos acabam gerando reflexos diretos no valor pago pelo consumidor final.
O cenário também levanta debates sobre previsibilidade e planejamento no setor energético. Para quem vive da estrada ou depende do carro para trabalhar, a falta de estabilidade nos preços dificulta o controle dos gastos e aumenta a insegurança financeira.
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