Fiscalização com inteligência artificial começa nas estradas e muda a forma de flagrar motoristas no Brasil

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Quem anda pelas estradas do Brasil já começou a perceber que algo mudou. Não é mais só o radar de velocidade ou a viatura parada no acostamento. Agora, a fiscalização entrou numa nova fase, com o começo do uso da inteligência artificial para pegar infrações que antes passavam batidas.

Essa nova tecnologia começou a ser usada em algumas rodovias e cidades, principalmente para flagrar motoristas usando o celular ao volante e pessoas sem cinto de segurança. As câmeras são diferentes das comuns. Elas “enxergam” dentro do carro, identificam movimentos e registram a infração mesmo com o veículo em alta velocidade.

No começo, muita gente nem acreditava. Teve motorista que achou que era conversa, que não funcionaria. Mas bastou os primeiros dias de operação para aparecerem milhares de multas. Em poucas horas, uma única câmera conseguiu registrar dezenas de motoristas mexendo no celular ou dirigindo sem cinto.

Assista a reportagem:

Segundo as autoridades, o objetivo não é só multar, mas tentar mudar o comportamento de quem dirige. Hoje, o uso do celular virou algo comum no trânsito. Tem gente mandando mensagem, gravando áudio, olhando rede social, tudo enquanto dirige. Com a inteligência artificial, esse tipo de erro ficou muito mais difícil de escapar.

A tecnologia funciona o tempo todo, sem cansar. Não importa se é de dia, de noite, com sol forte ou chuva. A câmera registra, a inteligência artificial analisa e separa as possíveis infrações. Depois disso, um agente humano confere as imagens antes da multa ser aplicada.

Outro foco dessa fiscalização é o cinto de segurança. Muita gente ainda insiste em não usar, principalmente no banco de trás. A nova tecnologia consegue identificar quem está sem o cinto, algo que antes dependia muito da abordagem direta do agente.

Os primeiros resultados já chamaram atenção. Em trechos onde a fiscalização com IA começou, os acidentes diminuíram. Motoristas passaram a ficar mais atentos, com medo da multa, mas principalmente por saber que agora estão sendo observados o tempo todo.

Para caminhoneiros e motoristas profissionais, o recado é claro. A estrada está mais vigiada e a responsabilidade aumentou. Um segundo de distração pode virar multa, acidente ou algo ainda pior.

As autoridades reforçam que essa é só a primeira etapa. A tendência é que a fiscalização com inteligência artificial se espalhe para mais rodovias do país. No futuro, outras infrações também podem ser identificadas automaticamente.

No fim das contas, a tecnologia não veio para perseguir ninguém. Ela veio porque o número de acidentes continua alto e muita gente ainda não leva o trânsito a sério. A inteligência artificial não substitui o cuidado humano, mas ajuda a lembrar que, na estrada, atenção nunca é demais.