
Caminhoneiros e motoristas que rodam pelas estradas do Brasil precisam ficar cada vez mais atentos. Um golpe que vem se espalhando rápido envolve borracharias e oficinas mecânicas que apontam defeitos que não existem no veículo. Esse tipo de situação tem sido registrada tanto em pontos de estrada quanto dentro das cidades, principalmente em regiões com muito movimento de caminhões.
Normalmente tudo começa com algo simples. O motorista para apenas para calibrar um pneu, alinhar a direção ou fazer uma conferência rápida. Durante o atendimento, o funcionário chama o condutor e começa a falar de problemas graves, dizendo que o pneu está condenado, que a suspensão está quebrada ou até que os freios oferecem risco de acidente. A conversa geralmente vem cheia de termos técnicos e um tom de urgência que assusta.
Com medo de seguir viagem e acabar se envolvendo em um acidente, o motorista acaba aceitando o serviço. Muitas vezes paga caro por uma troca que não era necessária ou por um reparo que nem chegou a ser feito. Há casos em que peças usadas são colocadas no lugar de novas ou o serviço é apenas simulado para justificar a cobrança.
Quem mais acaba caindo nesse tipo de golpe são caminhoneiros em viagem longa, motoristas de fora da cidade ou pessoas com pressa para seguir caminho. Quem está na estrada quer resolver logo o problema e continuar rodando, e é justamente isso que os golpistas exploram.
Para não cair nessa armadilha, o ideal é desconfiar quando aparecem defeitos graves de forma muito rápida, principalmente se o veículo não apresentava problema antes. Sempre peça para ver a peça que supostamente está com defeito e exija receber de volta aquilo que foi trocado. Vale também pesquisar o nome da oficina na internet antes de autorizar qualquer serviço, sempre que possível.
Evitar fazer reparos fora do planejamento, principalmente à noite ou em locais isolados, ajuda bastante. Pedir orçamento por escrito, com tudo bem explicado, e exigir nota fiscal também são atitudes importantes. Se houver desconfiança de golpe, o motorista pode procurar a Polícia Civil, registrar um boletim de ocorrência e denunciar a loja no Procon, além de relatar o caso em plataformas conhecidas.
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