
O número de motoristas multados por não dar passagem a ambulâncias, viaturas policiais e veículos de resgate tem crescido de forma preocupante nas grandes cidades e também nas rodovias. O que muitos condutores ainda tratam como “falta de atenção” ou “atraso inevitável” é, na prática, uma infração gravíssima prevista no Código de Trânsito Brasileiro.
Deixar de abrir caminho quando uma ambulância está em atendimento de emergência gera multa pesada e pontos na carteira. A penalidade é de sete pontos na CNH e multa que se aproxima de trezentos reais. Mesmo assim, os números mostram que muitos motoristas continuam ignorando a obrigação legal. Em apenas um ano, mais de mil condutores foram autuados por esse motivo em algumas capitais, evidenciando que o problema é recorrente.
Grande parte das autuações acontece em áreas urbanas, onde o trânsito é mais intenso. Muitos motoristas alegam que não ouviram a sirene ou não perceberam a aproximação da viatura. As autoridades de trânsito, porém, apontam que o uso do celular ao volante é um dos principais fatores por trás dessas infrações. A distração faz com que o condutor demore a reagir ou simplesmente não saia da frente, mesmo com o veículo de emergência sinalizando corretamente.
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Outro ponto que gera multa é tentar “disputar espaço” com a ambulância, acelerando para não perder a vaga ou seguindo logo atrás da viatura para se aproveitar do caminho aberto. Essa prática também é considerada infração e pode resultar em penalidades adicionais, além de colocar em risco o trabalho das equipes de resgate.
Os agentes de trânsito reforçam que não existe exceção. Mesmo em congestionamentos, o motorista deve fazer o possível para abrir corredor, encostar o veículo ou criar espaço para a passagem da ambulância. A lei não diferencia se o deslocamento é curto ou longo, nem avalia a intenção do condutor, apenas o ato de impedir ou dificultar a passagem.
O aumento das multas serve como alerta. As fiscalizações estão mais rigorosas e contam com apoio de câmeras, agentes em campo e registros das próprias equipes de resgate. Cada autuação representa não só uma infração registrada, mas um atraso no atendimento de alguém que precisa de socorro imediato.
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