Legislação de Trânsito

PRF e novos limites de velocidade: o que mudou para quem trafega nas rodovias brasileiras

A Polícia Rodoviária Federal, junto com a concessionária responsável pela BR-040, anunciou uma série de mudanças nos limites de velocidade em trechos da rodovia entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, que já estão valendo e devem seguir impactando quem usa as estradas em 2026. 

Esses novos limites foram definidos após estudos técnicos que analisaram o tipo de pista, o volume de veículos e até a proximidade com áreas urbanas, fatores que influenciam diretamente na segurança dos condutores e passageiros.

Em alguns segmentos da BR-040, por exemplo, a velocidade para carros de passeio foi estabelecida em 100 km/h, enquanto veículos pesados, como caminhões e ônibus, passam a trafegar em 80 km/h em pontos específicos.Em outras partes, especialmente em trechos próximos a cidades ou com maior risco de acidentes, o limite pode cair para 60 km/h.

Essa mudança vem acompanhada de mais radares e sinalização reforçada nos trechos com histórico de problemas, justamente para evitar que motoristas excedam os limites e, consequentemente, reduzir o número de acidentes graves. Estudos preliminares indicam que, desde a implementação desses ajustes, já houve redução de até 26,6% nos acidentes fatais e quase 39% na quantidade de mortes nesse trecho da BR-040, o que mostra que a medida pode estar surtindo efeito na prática.

Vale lembrar que os limites de velocidade não são definidos apenas por estudos isolados. Uma lei federal (como a Lei nº 14.440/2022) padroniza os limites gerais em rodovias brasileiras — como 110 km/h para carros e motos em pistas duplas e 100 km/h em pistas simples, com caminhões e ônibus normalmente limitados a 90 km/h — mas os órgãos de trânsito podem ajustar esse valor conforme a necessidade de cada trecho.

Nessas situações, a velocidade regulamentada por placas sempre prevalece. Ou seja, se a lei geral permite 100 km/h em uma pista, mas a sinalização local mostra 60 km/h por causa de obras ou risco de acidente, o motorista deve obedecer ao que está na placa.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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