
Caminhões parado em pátio. Foto: reprodução
O setor de transporte rodoviário de cargas, um dos pilares da logística brasileira, enfrenta um momento crítico. Dezenas de transportadoras em todo o país estão passando por sérias dificuldades financeiras e, em alguns casos, já deram entrada em processos de recuperação judicial na tentativa de evitar a falência.
Empresas de médio e grande porte relatam queda no volume de cargas, especialmente ligadas ao agronegócio, além de desequilíbrios causados pela alta de custos operacionais e pela defasagem no preço do frete.
Um dos principais fatores apontados pelos empresários é a instabilidade do setor agrícola em 2024 e 2025. “Muitas transportadoras dependem diretamente das safras, e com os problemas climáticos e as exportações abaixo do esperado, houve um forte impacto nas receitas”, explica um consultor de gestão logística.
Outro agravante é o efeito prolongado da pandemia de Covid-19. Apesar do fim das restrições sanitárias, diversas transportadoras contraíram dívidas para manter suas operações durante os períodos de menor demanda. Com o aumento dos juros e o encarecimento do crédito, muitas não conseguiram reequilibrar as contas.
“Durante a pandemia, seguramos funcionários, negociamos com fornecedores e nos endividamos para continuar rodando. Agora, mesmo com a retomada parcial, não conseguimos mais manter o fluxo de caixa”, relata o gestor de uma transportadora do interior de São Paulo que está em processo de recuperação judicial.
De acordo com especialistas, o número de pedidos de recuperação judicial no setor aumentou nos últimos meses. Algumas empresas, como a Vobeto Transportes e outras de regiões como o Centro-Oeste e Sul, já oficializaram seus planos à Justiça, buscando prazos para quitar dívidas e evitar o encerramento definitivo das atividades.
Além da queda no volume de cargas e dos problemas financeiros, a concorrência desleal com fretes abaixo do valor mínimo e a demora em pagamentos por parte de embarcadores também pressionam as transportadoras.
Apesar do cenário difícil, entidades do setor alertam para a importância da recuperação judicial como ferramenta de reestruturação e não como sinônimo de falência. “É um momento delicado, mas com renegociação, gestão eficiente e diálogo com credores, muitas empresas conseguem sair mais fortes do processo”, destaca um advogado especializado em direito empresarial.
O setor espera que medidas de incentivo e equilíbrio nos contratos ajudem a amenizar a crise e permitir a retomada gradual das atividades ainda em 2025.
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