Carro

Citroën entra em fase delicada enquanto chinesas aceleram no Brasil

A Citroën entrou em uma fase de incerteza no Brasil, mas ainda não existe anúncio oficial dizendo que a marca vai fechar as portas por aqui. O que mudou foi o peso dela dentro da Stellantis, dona também de Fiat, Jeep, Peugeot, Ram, entre outras marcas.

No novo plano global da empresa, Fiat, Jeep, Peugeot e Ram passaram a ser tratadas como marcas de maior prioridade. Elas devem receber a maior parte dos investimentos em produtos, plataformas e novos lançamentos. Já a Citroën ficou em um grupo de marcas regionais, com atuação mais focada em mercados específicos.

Isso não significa saída imediata, mas mostra que a marca francesa pode perder espaço na disputa interna por novos carros, campanhas e atenção comercial. Para o consumidor, esse tipo de movimento costuma aparecer aos poucos, com menos novidades, menos versões e uma rede mais cautelosa na hora de vender.

O ponto curioso é que a Citroën vinha de um ano positivo no Brasil. Em 2025, a marca vendeu quase 40 mil carros, cresceu 18% e teve seu melhor resultado em mais de uma década. O Basalt puxou boa parte desse desempenho e virou o principal nome da marca no país.

Ao mesmo tempo, o mercado mudou rápido. As marcas chinesas deixaram de ser promessa distante e passaram a disputar cliente de verdade. BYD, GWM, Caoa Chery, GAC e outras avançam com híbridos, elétricos, preços agressivos e muitos equipamentos de série.

Esse avanço mexe com toda a cadeia. Concessionárias precisam se adaptar, oficinas buscam treinamento, motoristas de app olham consumo e custo por quilômetro, e frotistas começam a fazer conta com mais calma. Para quem trabalha na rua, cada litro economizado e cada dia parado na oficina pesa no bolso.

A Citroën ainda tem produto, campanha e presença oficial no país. O problema é que agora ela precisa provar que consegue continuar relevante em um mercado mais apertado, com chinesas crescendo rápido e a própria Stellantis olhando com mais força para as marcas que entregam volume maior.

O futuro da marca no Brasil, por enquanto, parece menos ligado a uma despedida imediata e mais a uma briga por espaço dentro da garagem da própria Stellantis.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 27 de maio de 2026 19:42

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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