Caminhão

Mercedes 1111 achado no mato revive memória dos caminhoneiros antigos


Modelo de 1969 apareceu abandonado em meio à vegetação e chamou atenção pela história que carrega nas rodovias brasileiras.

Relíquia esquecida no mato lembra uma época dura e marcante do transporte

Um Mercedes-Benz 1111, fabricado em 1969, foi encontrado abandonado em uma área de vegetação fechada e acabou chamando atenção de quem gosta da história do transporte no Brasil. A cena foi registrada pelo tiktoker TV Pardau, que mostrou o veículo antigo parado no meio do mato, coberto por sujeira, ferrugem e marcas do tempo.

Mesmo longe da estrada há anos, o modelo ainda impressiona. A cabine amarelada, os faróis redondos e a estrela da Mercedes-Benz na dianteira resistem como lembrança de uma época em que rodar exigia braço, paciência e muita coragem. Para muitos motoristas mais velhos, ver uma máquina dessas esquecida é quase como encontrar um pedaço da própria vida profissional.

O Mercedes 1111 fez parte de uma geração que ajudou a puxar carga em um Brasil bem diferente do atual. O modelo foi lançado nos anos 1960 e ficou conhecido pela força, pela simplicidade mecânica e pela fama de aguentar serviço pesado. Segundo a Mobiauto, o L-1111 foi produzido no país entre 1964 e 1970, antes de dar lugar ao L-1113, que também virou um dos grandes nomes das rodovias nacionais.

Naquela época, a rotina do trecho era ainda mais difícil. Muitas rodovias tinham pouca estrutura, a manutenção dependia bastante do próprio condutor e as viagens longas exigiam mais resistência. Não era só acelerar e entregar. Tinha poeira, espera, pneu furado, estrada ruim, carga pesada, oficina improvisada e noite mal dormida dentro da cabine.

A Quatro Rodas também destaca que o L-1113, sucessor do 1111, chegou em 1969 com a mesma cabine e motor mais moderno, reforçando como essa linha marcou a evolução dos pesados no Brasil. Já o AutoPapo lembra que o L1111 foi apresentado em 1964 e usava motor Mercedes-Benz OM-321, sem turbo, característica típica daquela fase da indústria nacional.

Segundo o relato divulgado, várias pessoas já demonstraram interesse em comprar a relíquia. O dono da fazenda, porém, não aceita propostas por causa do valor sentimental e histórico do veículo. Para quem entende de estrada, isso faz sentido. Nem todo antigo parado é sucata. Alguns guardam memória, suor e a lembrança de uma geração que ajudou o país a se mover no volante.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 21 de maio de 2026 20:20

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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