
Foto: Reprodução de video
Apesar de não ser um problema novo, muita gente ainda se assusta quando percebe que os pneus começam a desgastar mais por dentro ou por fora, mesmo em carros relativamente novos.
Esse tipo de desgaste costuma aparecer com mais frequência em veículos da linha flex. Já os modelos a diesel normalmente possuem uma geometria mais alinhada e resistente para suportar maior peso e uso contínuo.
Em muitos casos, o veículo ainda está com baixa quilometragem, às vezes com apenas 20 mil quilômetros rodados, e os pneus já começam a apresentar desgaste acentuado nas bordas internas. Isso acontece principalmente por alteração no ângulo das rodas, fazendo com que uma parte do pneu tenha maior contato com o solo.
Quando o motorista leva o veículo para alinhamento, é comum o técnico informar que será necessário fazer a famosa cambagem. “Em muitos casos, o serviço realmente pode ser necessário, principalmente quando existe desgaste irregular dos pneus, impactos na suspensão ou desalinhamento causado por buracos e colisões.”
A resposta depende do problema apresentado pelo veículo.
De acordo com Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), os carros atuais possuem menos necessidade de regulagem de cambagem. Quando existe alteração fora do padrão, normalmente há algum defeito mecânico envolvido, como:
Nesses casos, apenas ajustar a roda não resolve o problema. O correto é identificar a peça defeituosa e realizar o reparo necessário.
A cambagem é o ângulo de inclinação da roda em relação ao solo.
Quando a roda permanece praticamente reta, próxima dos 90 graus em relação ao piso, o desgaste dos pneus tende a ser uniforme.
Já quando existe inclinação excessiva, surgem dois cenários:
Essas alterações fazem o pneu trabalhar de forma irregular e aceleram bastante o desgaste.
Muitos motoristas não sabem disso, mas vários veículos modernos não possuem regulagem de cambagem de fábrica.
A própria Volkswagen informa que, em muitos modelos produzidos no Brasil, o único ajuste disponível durante o alinhamento é a convergência das rodas. Em alguns casos específicos existe apenas uma pequena compensação através do deslocamento do quadro auxiliar.
Já a Renault afirma que seus modelos não possuem ajuste de cambagem convencional.
Por isso, quando a suspensão apresenta ângulos fora do padrão, normalmente existe alguma peça danificada e não simplesmente um “desalinhamento comum”.
Algumas oficinas ainda utilizam métodos improvisados com macaco hidráulico ou até marretas para tentar corrigir a inclinação das rodas em veículos que não foram projetados para esse tipo de regulagem.
Além de não resolver a causa real do problema, isso pode provocar novos danos, como:
O ideal é sempre procurar uma oficina especializada e verificar toda a geometria da suspensão antes de autorizar qualquer serviço.
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Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 22 de maio de 2026 07:40
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