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Cabine de sobrevivência: por que o Volvo FH é tratado como referência em segurança para caminhoneiros

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Cabine de sobrevivência: por que o Volvo FH é tratado como referência em segurança para caminhoneiros

Quando se fala em caminhão pesado seguro, muita gente lembra logo de freio automático, alerta de faixa e piloto adaptativo. Esses sistemas são importantes, mas existe uma parte ainda mais séria para o caminhoneiro: o que acontece quando a batida já não pode mais ser evitada.

Nesse ponto, o Volvo FH aparece como um dos nomes mais fortes do mercado. O modelo é tratado como referência por causa da estrutura da cabine, feita para proteger o espaço do motorista em impactos fortes, tombamentos e pancadas contra a parte traseira da cabine.

A Volvo usa há décadas um teste conhecido como Swedish Cab Impact Test. Ele é mais duro que uma simples avaliação visual da cabine depois de uma batida. O ensaio simula situações reais de acidente com caminhão pesado, incluindo carga sobre o teto, impacto na região frontal e pancada na parede traseira da cabine.

Em uma das etapas, o teto recebe uma carga pesada para simular tombamento. Em outra, um pêndulo atinge a cabine para medir quanto a estrutura suporta sem invadir a área onde ficam o motorista e o passageiro. A ideia é preservar o chamado espaço de sobrevivência, que é a área mínima para o ocupante continuar protegido após a colisão.

No Brasil, o Volvo FH Euro 6 também é divulgado com cabine com célula de sobrevivência, airbag, pré-tensionador de cinto e para-choque frontal anti-intrusão. Esse conjunto mostra que a segurança não depende apenas de eletrônica, mas também de engenharia pesada na estrutura do caminhão.

Outro nome forte nessa conversa é o Mercedes-Benz Actros. O modelo também alcançou nota máxima em avaliação da Euro NCAP para caminhões e tem pacote avançado de segurança ativa e passiva, incluindo sistemas de frenagem, assistência ao motorista e recursos voltados para reduzir danos em acidentes.

A diferença é que, quando o foco fica na colisão e na proteção física da cabine, o Volvo FH ganha destaque pelo histórico mais conhecido de testes de impacto específicos para a cabine. Não é apenas um caminhão cheio de sensores. É um pesado desenvolvido para tentar manter o motorista vivo mesmo em uma batida grave.

A Euro NCAP ainda não faz nos caminhões o mesmo tipo de crash test completo usado em carros de passeio, mas suas avaliações já ajudam a separar os modelos mais avançados em segurança. Entre os pesados analisados, Volvo FH/FH Aero e Mercedes-Benz Actros aparecem no topo, com vantagem clara para o FH quando o assunto é cabine reforçada e proteção estrutural documentada.

Para o caminhoneiro, isso muda a forma de olhar para um caminhão. Potência, conforto e consumo seguem importantes, mas a resistência da cabine pode ser decisiva em uma colisão severa.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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