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Caminhoneiro

Caminhoneiro dirige carreta de mais de R$ 1 milhão, mas ganha perto de R$ 3 mil

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Caminhoneiro dirige carreta de mais de R$ 1 milhão, mas ganha perto de R$ 3 mil
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A diferença entre o valor colocado nas mãos de um caminhoneiro e o salário pago a ele chama atenção. Um profissional contratado para dirigir uma carreta pesada pode assumir a responsabilidade por um conjunto que passa com facilidade de R$ 1 milhão, enquanto seu salário-base fica perto de R$ 3 mil por mês.

Dados atualizados do Portal Salário, calculados com informações do Novo Caged, mostram que um carreteiro recebe em média R$ 2.710,24 por mês no Brasil. O levantamento considera trabalhadores com carteira assinada e jornada média de 44 horas semanais. A mediana também está próxima disso, em R$ 2.703 mensais. O valor não inclui diárias, horas extras, comissões, prêmios ou outros pagamentos que podem aumentar a renda.

Do outro lado está o preço do equipamento. Em julho de 2026, um Volvo FH 540 6×4, ano 2026, tinha valor de referência próximo de R$ 949 mil. Um Scania R 500 6×4 aparecia por cerca de R$ 944 mil, enquanto algumas versões mais equipadas chegavam perto de R$ 1 milhão.

E esse valor é apenas do cavalo mecânico. O implemento usado para transportar a carga precisa ser somado à conta. Um rodotrem graneleiro novo pode custar entre R$ 255 mil e R$ 265 mil em anúncios do mercado, algumas vezes sem os pneus. Com isso, o conjunto completo pode passar de R$ 1,2 milhão antes mesmo de receber combustível, seguro, rastreador e documentação.

Na prática, o motorista assume um bem que custa o equivalente a centenas de salários mensais. Também responde pela carga, que em determinadas operações pode valer mais do que o próprio caminhão. Uma falha, uma colisão ou um roubo pode causar um prejuízo enorme para a transportadora.

O pagamento do caminhoneiro, porém, não é calculado conforme o preço da carreta. Ele depende do contrato, da região, do tipo de carga, da experiência e da convenção coletiva. Motoristas de produtos perigosos, cargas especiais e viagens longas podem receber adicionais e valores acima da média.

A pesquisa baseada no Novo Caged também aponta rotatividade de 49,7% entre os carreteiros analisados. A rotina pode incluir vários dias longe de casa, espera para carregar e descarregar, trânsito pesado, risco de acidentes e cobrança para cumprir horários.

Enquanto caminhões ficam mais caros, modernos e cheios de tecnologia, boa parte dos profissionais responsáveis por conduzi-los continua registrada com salário-base próximo de R$ 3 mil.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.