Cabine amassada a 30 km/h mostra a força de um crash test de caminhão

Uma cabine de caminhão deformada após um impacto a apenas 30 km/h mostra como a força envolvida em um acidente com veículo pesado é diferente daquela registrada em um carro. O modelo apresentado no Memorial da Segurança no Transporte, em Curitiba, passou por testes usados no desenvolvimento da estrutura da cabine.
Por que o impacto causa tantos danos
Em um crash test de caminhão, a velocidade isolada não conta toda a história. O peso elevado do conjunto aumenta bastante a energia do impacto, exigindo uma estrutura reforçada para impedir que volante, painel, teto e laterais avancem sobre os ocupantes.
Por isso, as cabines recebem reforços que formam uma espécie de célula de sobrevivência. Essa estrutura busca manter um espaço protegido para motorista e passageiro, mesmo quando a parte externa sofre grande deformação.
Os testes também simulam impactos frontais, pressão na parte traseira da cabine e objetos que podem atingir o para-brisa. Bancos, volante, painel, airbag e cintos são desenvolvidos para trabalhar juntos e reduzir os ferimentos quando a colisão não consegue ser evitada.
O simulador de tombamento instalado no memorial reforça a importância do cinto. Durante a inclinação da cabine, o corpo é lançado para o lado com bastante força. Sem o equipamento, o ocupante pode atingir o teto, as portas, o painel ou outra pessoa dentro do caminhão.
Em algumas cabines de teto alto, existe uma saída de emergência na parte superior. Ela permite que o motorista deixe o veículo quando as portas ficam bloqueadas ou voltadas para o chão depois de um tombamento.
Crash test de caminhão também avalia tecnologia
A segurança atual não depende apenas da resistência da cabine. Modelos Volvo FH, FM e FMX podem receber radares e câmeras capazes de identificar riscos, alertar o motorista e acionar os freios automaticamente em determinadas situações. Alguns sistemas também detectam ciclistas e pedestres próximos às laterais do caminhão.
O Euro NCAP começou a avaliar caminhões pesados em 2024. Na primeira rodada, o Volvo FH Aero e o Volvo FM foram os únicos modelos que alcançaram cinco estrelas. A análise considerou condução segura, prevenção de colisões e recursos disponíveis depois do acidente.
Em 2025, o FH Aero e o FM voltaram a conquistar a pontuação máxima. Os resultados destacaram recursos de frenagem automática, permanência em faixa, visibilidade da cabine e proteção de pessoas próximas ao veículo.
O caminhão e o simulador ficam no Memorial da Segurança no Transporte, espaço educativo localizado ao lado da fábrica da Volvo em Curitiba. O local reúne experiências voltadas à segurança, incluindo simulações de tombamento e colisão.
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