Caminhoneiro

Mais de 5 mil caminhoneiros ficam presos em bloqueios na Bolívia

Mais de 5 mil caminhoneiros estão parados em rodovias da Bolívia devido aos bloqueios que atingem várias regiões do país desde o início de maio. A situação já provoca falta de alimentos, medicamentos e combustíveis em diversas cidades e preocupa transportadores que enfrentam dificuldades para sobreviver nas estradas.

Os bloqueios foram organizados por movimentos sociais, sindicatos e grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales. Os manifestantes cobram a saída do presidente Rodrigo Paz e medidas para enfrentar a crise econômica que afeta o país.

Um dos pontos mais críticos fica na região de Sayari, entre Cochabamba e Oruro. No local, centenas de caminhões permanecem parados há semanas. Motoristas relatam falta de comida, medicamentos e até água potável. Muitos passaram a improvisar cozinhas comunitárias às margens da estrada para conseguir se alimentar.

Segundo caminhoneiros que estão no local, alguns motoristas com diabetes ou outros problemas de saúde precisaram abandonar temporariamente seus veículos para buscar medicamentos em cidades próximas. O frio também aumenta as dificuldades, já que as temperaturas na região podem ficar abaixo de zero durante a noite.

A paralisação das rodovias já afeta diretamente a economia boliviana. Mercadorias destinadas à exportação e importação ficaram retidas, enquanto supermercados enfrentam dificuldade para repor estoques. Em algumas cidades, produtos básicos já registram aumento de preços.

Hospitais também relatam problemas no recebimento de medicamentos e insumos médicos. Em postos de combustíveis, motoristas enfrentam longas filas para abastecer, enquanto parte da população teme que a situação se agrave nas próximas semanas.

Diante do cenário, entidades de transporte organizaram manifestações pedindo a liberação das estradas. Caminhoneiros e empresários do setor afirmam que milhares de trabalhadores estão impedidos de exercer suas atividades e acumulam prejuízos diariamente.

A Cruz Vermelha, a Defensoria do Povo e outras instituições iniciaram ações humanitárias para levar alimentos e medicamentos aos motoristas que permanecem isolados nos bloqueios.

Enquanto governo e manifestantes seguem sem acordo, a crise continua impactando o transporte de cargas e a rotina da população boliviana. A expectativa é que os próximos dias sejam decisivos para definir se as rodovias serão liberadas ou se o impasse continuará afetando o abastecimento em várias regiões do país.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 16 de junho de 2026 10:59

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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