
Foto: Reprodução / Marcopolo
Algumas tecnologias criadas para ônibus chegaram ao mercado com promessa de melhorar segurança, economia e conforto. Só que nem toda novidade consegue espaço nas garagens. Em alguns casos, o recurso era caro, difícil de medir ou simplesmente não fez sentido para a rotina das empresas.
Uma dessas ideias foi o Alcolock, sistema ligado à partida do ônibus. O equipamento funciona como um bloqueador por teste de álcool. Antes de liberar o veículo, o motorista de ônibus precisa soprar no aparelho. Se houver álcool acima do permitido, a ignição não é liberada. A proposta é forte na segurança, mas a adoção ficou limitada. No dia a dia, várias empresas já fazem esse controle antes da viagem com aparelhos próprios na garagem, sem precisar instalar um sistema em cada veículo.
Outra tecnologia que apareceu em alguns ônibus foi o Airtabs. São pequenas peças colocadas na traseira e nas laterais da carroceria para organizar o fluxo de ar. A promessa envolve menos turbulência, melhor estabilidade e possível economia de combustível. O ponto fraco é a dificuldade de provar esse ganho de forma simples. Para uma empresa, investir em algo sem número claro de retorno pesa na decisão.
O eixo de apoio levantável também teve seu momento. Em caminhões, esse recurso é mais conhecido, principalmente quando o veículo roda sem carga. Nos ônibus, a ideia era reduzir desgaste dos pneus quando o eixo não fosse tão necessário. Algumas empresas testaram e usaram o sistema por um período, mas ele perdeu espaço nos modelos de viagem.
Já o terceiro eixo direcional tem função bem prática. Ele ajuda nas curvas e facilita manobras em veículos maiores. Apesar disso, virou algo mais comum em ônibus urbanos e bem menos visto nos rodoviários. O custo, a manutenção e a preferência por configurações mais tradicionais ajudaram a limitar sua presença.
Mais recente, o retrovisor por câmera ainda tenta conquistar espaço. A Marcopolo já apresentou o sistema ERV, com câmeras no lugar dos espelhos externos, e outras fabricantes também mostraram soluções parecidas. A tecnologia melhora a visão do motorista e pode reduzir pontos cegos, mas ainda aparece em poucos veículos. Por enquanto, é uma novidade de vitrine, com chance de crescer conforme o preço cair e as empresas ganharem mais confiança no uso diário.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 14 de junho de 2026 18:13
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