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Cinco tecnologias de ônibus que prometiam mudar as viagens, mas quase sumiram

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Cinco tecnologias de ônibus que prometiam mudar as viagens, mas quase sumiram

Algumas tecnologias criadas para ônibus chegaram ao mercado com promessa de melhorar segurança, economia e conforto. Só que nem toda novidade consegue espaço nas garagens. Em alguns casos, o recurso era caro, difícil de medir ou simplesmente não fez sentido para a rotina das empresas.

Uma dessas ideias foi o Alcolock, sistema ligado à partida do ônibus. O equipamento funciona como um bloqueador por teste de álcool. Antes de liberar o veículo, o motorista de ônibus precisa soprar no aparelho. Se houver álcool acima do permitido, a ignição não é liberada. A proposta é forte na segurança, mas a adoção ficou limitada. No dia a dia, várias empresas já fazem esse controle antes da viagem com aparelhos próprios na garagem, sem precisar instalar um sistema em cada veículo.

Outra tecnologia que apareceu em alguns ônibus foi o Airtabs. São pequenas peças colocadas na traseira e nas laterais da carroceria para organizar o fluxo de ar. A promessa envolve menos turbulência, melhor estabilidade e possível economia de combustível. O ponto fraco é a dificuldade de provar esse ganho de forma simples. Para uma empresa, investir em algo sem número claro de retorno pesa na decisão.

O eixo de apoio levantável também teve seu momento. Em caminhões, esse recurso é mais conhecido, principalmente quando o veículo roda sem carga. Nos ônibus, a ideia era reduzir desgaste dos pneus quando o eixo não fosse tão necessário. Algumas empresas testaram e usaram o sistema por um período, mas ele perdeu espaço nos modelos de viagem.

Já o terceiro eixo direcional tem função bem prática. Ele ajuda nas curvas e facilita manobras em veículos maiores. Apesar disso, virou algo mais comum em ônibus urbanos e bem menos visto nos rodoviários. O custo, a manutenção e a preferência por configurações mais tradicionais ajudaram a limitar sua presença.

Mais recente, o retrovisor por câmera ainda tenta conquistar espaço. A Marcopolo já apresentou o sistema ERV, com câmeras no lugar dos espelhos externos, e outras fabricantes também mostraram soluções parecidas. A tecnologia melhora a visão do motorista e pode reduzir pontos cegos, mas ainda aparece em poucos veículos. Por enquanto, é uma novidade de vitrine, com chance de crescer conforme o preço cair e as empresas ganharem mais confiança no uso diário.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.