
Foto: Ilustrativa
A operação dos trens das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, em São Paulo, tem um detalhe que passa despercebido por muita gente: boa parte do trabalho depende de comandos manuais, atenção constante e equipes preparadas para tomar decisões rápidas. Dentro desse cenário, mulheres vêm ocupando funções cada vez mais importantes na ViaMobilidade, tanto na cabine dos trens quanto nos bastidores da circulação.
Uma dessas profissionais é Ana Carolina, maquinista de 28 anos e formada em engenharia civil. É ela quem conduz o trem, faz a tração, controla a frenagem e comanda a abertura e o fechamento das portas durante as viagens. A função exige precisão, responsabilidade e calma, já que cada composição transporta centenas de pessoas ao longo do trajeto.
A presença feminina também aparece no Centro de Controle Operacional, área que acompanha a movimentação dos trens, estações e plataformas em tempo real. Nesse setor, Isabele se tornou a primeira mulher a supervisionar a operação das linhas 8 e 9. O trabalho envolve observar telas, orientar equipes, agir em ocorrências e ajudar a manter a circulação organizada.
A trajetória de Isabele tem ligação direta com a ferrovia. Ela é filha de uma maquinista com mais de duas décadas de experiência no setor. A convivência com a profissão ajudou a abrir caminho para uma carreira em uma área que, por muito tempo, foi vista como masculina.
Outro exemplo vem de Maria, que começou na roçagem, serviço responsável pela limpeza da vegetação próxima aos trilhos. Hoje, ela atua como auxiliar de meio ambiente, cuidando da separação de resíduos gerados nas operações e ajudando a reduzir impactos ambientais nas estações.
Atualmente, a ViaMobilidade Linhas 8 e 9 reúne 519 mulheres em diferentes áreas da operação. O número representa crescimento de 14% nos últimos três anos. A empresa também informa que 25% dos cargos de liderança já são ocupados por mulheres.
A Linha 8-Diamante liga a região central de São Paulo a Itapevi e passa por 22 estações em 41,6 km de operação. Já a Linha 9-Esmeralda conecta Osasco ao extremo sul da capital, com 21 estações e 37,3 km de extensão.
Na prática, essas profissionais estão em pontos decisivos da operação diária. Elas conduzem trens, acompanham plataformas, monitoram ocorrências e cuidam de áreas essenciais para que o sistema continue funcionando.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 20 de junho de 2026 06:57
O avanço dos grandes frigoríficos em diversas regiões do país tem gerado preocupação entre pequenos produtores de gado. Muitos pecuaristas…
Justiça de Santa Catarina determinou que o homem acusado de matar o caminhoneiro Jhonatam Junior da Silva Novask, de 30…
A proposta que estabelece um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas profissionais pode representar uma mudança importante para…
As mudanças em discussão para o transporte rodoviário de cargas podem alterar a forma como os fretes são negociados em…
Um motoboy de 25 anos morreu após colisão com caminhão na BR-316, em Monsenhor Gil (PI). Motorista fugiu e polícia…
PRF flagra transporte ilegal de 16 metros cúbicos de madeira nativa na BR-222, em São Gonçalo do Amarante (CE). Três…
Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdos, analisar acessos e exibir anúncios relevantes. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies e Política de Privacidade do Brasil do Trecho
Leia mais