Ônibus

Fim dos ônibus velhos avança no Brasil e coloca frota antiga no centro da renovação

A presença de ônibus antigos nas ruas brasileiras virou um dos pontos mais fortes da discussão sobre renovação da frota no país. O debate ganhou força porque parte dos veículos ainda em operação já passou de duas décadas de uso, enquanto cidades tentam colocar modelos mais modernos nas linhas.

A indústria ligada ao setor defende que cerca de 75 mil ônibus com mais de 20 anos deixem de operar aos poucos. A ideia não é tirar tudo de uma vez, mas criar um caminho para trocar veículos muito antigos por modelos novos, mais seguros, silenciosos e menos poluentes.

Esse movimento tem impacto direto na vida de quem usa ônibus todos os dias. Um veículo velho costuma ter mais desgaste, mais barulho, menos conforto térmico e maior chance de falhas mecânicas. Para o passageiro, isso aparece no atraso, na quebra durante o trajeto e na viagem mais cansativa.

Os números mostram que a frota envelheceu. Levantamento ligado ao setor de autopeças aponta que o Brasil tinha mais de 400 mil ônibus em circulação em 2025. Dentro desse total, os modelos com mais de 16 anos cresceram bastante na comparação com 2016, sinal de que a troca não acompanhou o ritmo ideal.

A renovação também passa pela questão ambiental. Os ônibus mais novos com padrão Euro 6 emitem bem menos poluentes que veículos antigos a diesel. Já os elétricos não soltam fumaça pelo escapamento e ainda reduzem o barulho nas ruas, algo importante em corredores urbanos com grande movimento.

O país já tem linhas de financiamento e seleções públicas voltadas à compra de ônibus elétricos, modelos Euro 6, veículos sobre trilhos e equipamentos para melhorar o transporte coletivo. A entrada desses recursos pode ajudar prefeituras e empresas a substituir parte da frota antiga sem cortar serviço.

A regra, porém, muda conforme o tipo de operação. No transporte regular interestadual, a ANTT admite ônibus com até 20 anos de fabricação. Já em outros serviços, como fretamento, existem exigências de vistoria e segurança para veículos mais antigos.

Ônibus velho não desaparece de um dia para o outro. A troca depende de dinheiro, contrato, planejamento e capacidade das cidades de colocar veículos novos na rua sem reduzir a quantidade de viagens oferecidas à população.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 18 de junho de 2026 07:06

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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