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Pneus nacionais duram mais? Estudo mostra vantagem de 16% em relação aos importados

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Pneus nacionais duram mais? Estudo mostra vantagem de 16% em relação aos importados

Um estudo da Junsoft, empresa especializada em tecnologia para recapagem de pneus, mostrou que os pneus nacionais têm uma durabilidade média 16% maior que os importados quando passam pelo processo de reforma. A análise, feita com mais de 700 mil pneus de caminhões e ônibus entre janeiro de 2025 e maio de 2026, revelou que as marcas brasileiras apresentam melhor desempenho na recapagem, um setor que movimenta R$ 7 bilhões por ano no país.

A diferença aparece logo na primeira reforma. Enquanto os pneus importados têm uma taxa de rejeição de 21,6% na primeira tentativa de recapagem, os nacionais registram apenas 16,9%. Isso significa que, em média, 1 a cada 5 pneus importados é descartado antes mesmo de ser reformado, contra 1 em cada 6 dos nacionais. A pesquisa considerou 400 marcas e representa cerca de 15% de todos os pneus recapados no Brasil.

Por que a diferença?

A variedade de marcas importadas no mercado brasileiro é enorme, com produtos de alta performance e outros com qualidade duvidosa. Muitos consumidores acabam escolhendo pelo preço inicial, sem considerar o custo total de uso. Um pneu importado barato pode até sair mais em conta na compra, mas exige substituições mais frequentes, anulando a economia inicial. Já os pneus nacionais, embora também tenham variações, apresentam uma menor variabilidade na qualidade, o que facilita a previsão de sua vida útil.

Segundo o CEO da Junsoft, Guilherme Gazzoni, há importados de excelente qualidade, capazes de superar quatro vidas úteis, mas a maioria não atinge esse padrão. A falta de padronização nas marcas estrangeiras acaba prejudicando frotistas que buscam eficiência e economia a longo prazo. “O mercado brasileiro de recapagem é o segundo maior do mundo, mas muitas decisões ainda são baseadas em experiências práticas. Agora, temos dados concretos para orientar tanto as reformadoras quanto os clientes finais”, afirmou.

Em uma frota de 100 caminhões, com 18 pneus por veículo, a diferença na taxa de rejeição pode representar uma economia de mais de R$ 123 mil por ano. Isso porque pneus com menor potencial de reforma obrigam a compra de novos com mais frequência, aumentando os custos. Além do impacto financeiro, há o prejuízo ambiental: pneus descartados prematuramente geram mais resíduos de borracha e aço, que precisam ser destinados corretamente.

O Brasil é o segundo maior mercado de recapagem do mundo, atividade essencial para reduzir o descarte de materiais. Quando pneus com baixo potencial de reforma entram em circulação em grande volume, o desafio de gerenciar os resíduos cresce. Gazzoni explica que, em uma operação de mil caminhões, a diferença pode significar 160 pneus a menos descartados no primeiro ciclo de troca.

Os dados do estudo serão apresentados na PNEUShow 2026, maior evento do setor no país, que acontece em São Paulo entre 23 e 25 de junho. A Junsoft, adquirida em 2025 pela Kuarup Capital, também aproveitará a feira para lançar soluções inovadoras, como etiquetas RFID para rastreamento em tempo real e sistemas de inteligência artificial para otimizar o controle de pneus nas reformadoras.

Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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