Rombo dos Correios dispara e chega a R$ 3,1 bilhões no governo Lula

Os Correios começaram 2026 com um prejuízo de R$ 3,16 bilhões. O valor é quase o dobro do resultado negativo registrado no mesmo período do ano passado, quando as perdas ficaram em R$ 1,7 bilhão.
Os números mostram que a estatal continua gastando mais do que arrecada. Enquanto a receita com serviços caiu, as despesas cresceram de forma significativa nos primeiros meses do ano.
Entre os fatores apontados pela empresa estão a queda na procura por serviços postais tradicionais, aumento dos custos operacionais, reajustes salariais, despesas judiciais e a concorrência cada vez maior no setor de encomendas e logística.
As despesas administrativas saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Já os gastos financeiros passaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões.
Outro dado que preocupa é o patrimônio líquido negativo da companhia, que chegou a R$ 16,2 bilhões negativos até março de 2026.
Para tentar reduzir os gastos, os Correios colocaram em prática um plano de reestruturação que inclui venda de imóveis sem uso, revisão de contratos, modernização da operação e um Programa de Desligamento Voluntário (PDV).
A expectativa era desligar cerca de 10 mil funcionários. Porém, apenas aproximadamente 3 mil aderiram ao programa, número equivalente a 30% da meta prevista pela estatal.
Segundo os Correios, parte do prejuízo também foi impactada por R$ 1,4 bilhão em despesas relacionadas a passivos judiciais e precatórios.
A empresa fechou 2025 com perdas de R$ 8,5 bilhões e agora soma 14 trimestres consecutivos apresentando resultados negativos.
Além das dificuldades financeiras, a estatal também enfrenta questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre operações de crédito realizadas para reforçar o caixa e sustentar o plano de reestruturação.
