Os 5 países onde mais faltam caminhoneiros, segundo levantamento global

A falta de caminhoneiros já atinge transportadoras de diferentes partes do mundo. O relatório mais recente da União Internacional dos Transportes Rodoviários, divulgado em junho de 2026, identificou cerca de 2,9 milhões de vagas não preenchidas em 18 mercados. Somente na Europa, o déficit chegou a aproximadamente 502 mil profissionais em 2025.
Como os números detalhados por país da pesquisa atual ficam na versão paga do relatório, o ranking abaixo usa o último levantamento público da IRU com valores nacionais comparáveis. A pesquisa ouviu mais de 1.500 empresas de transporte em 25 países das Américas, Europa e Ásia.
1º — China: 1,8 milhão
A China lidera a comparação com uma falta estimada de 1,8 milhão de caminhoneiros. O número foi divulgado pela IRU após uma pesquisa com empresas de transporte de 25 países e corresponde à situação registrada em 2021.
2º — Brasil: 1,5 milhão
O Brasil aparece logo depois, com um déficit estimado de 1,5 milhão de motoristas profissionais. O dado foi apresentado pelo Governo Federal em uma parceria com a Confederação Nacional do Transporte para formar novos trabalhadores.
O valor brasileiro inclui profissionais habilitados para dirigir caminhões e ônibus, não somente caminhoneiros. Uma pesquisa mais recente da CNT mostrou que 44,6% das transportadoras de cargas possuíam vagas abertas para motoristas.
3º — Polônia: 120 mil
As transportadoras da Polônia enfrentam uma falta estimada de 120 mil motoristas profissionais. O número pode chegar a 150 mil até 2030, enquanto algumas empresas mantêm parte da frota parada por não encontrarem trabalhadores.
4º — Reino Unido: 100 mil
O Reino Unido teve um déficit estimado em 100 mil caminhoneiros no levantamento internacional divulgado pela IRU em 2022. Dados oficiais mais recentes mostram que 26% das empresas britânicas de transporte pesado ainda informavam vagas abertas no último trimestre de 2025.
5º — Alemanha: 80 mil
A Alemanha completa a lista com uma estimativa de 80 mil motoristas de caminhão em falta. O envelhecimento da categoria é uma das maiores dificuldades do país, que enfrenta a saída de profissionais experientes e uma entrada pequena de trabalhadores jovens.
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