Waguinho Guitar expõe 30 dias parado e mostra pressão sobre empresas pequenas de ônibus

Waguinho Guitar abriu o jogo sobre os bastidores da própria empresa de ônibus e relatou um período de forte pressão financeira após ficar cerca de 30 dias sem viagem. O relato veio em um vídeo publicado no YouTube, no qual ele explicou os motivos que o levaram a vender o ônibus G6 da marcopolo, veículo que marcou o início da empresa.
De acordo com o empresário, a decisão não foi tomada por vaidade ou falta de apego ao carro. Pelo contrário, o G6 era bem aceito pelos clientes, já estava com manutenção em dia e vinha ajudando a empresa a faturar. O problema começou quando surgiu a oportunidade de adquirir um Irizar, modelo mais novo e com maior valor de mercado.
A compra do segundo ônibus parecia um passo natural de crescimento, mas trouxe um peso maior do que o esperado. Waguinho contou que o novo veículo chegou com problemas de infiltração e vazamentos, exigindo gastos não planejados logo no começo. Só nessa fase inicial, a empresa desembolsou cerca de R$ 11 mil para resolver os defeitos e deixar o carro pronto para trabalhar com segurança.
O ponto central do relato foi o caixa da empresa. Waguinho afirmou que a reserva que havia sido formada com o trabalho do G6 acabou sendo consumida por manutenções, parcelas e custos extras. Com dois veículos, a operação também ficou mais complexa, principalmente por causa da necessidade de motoristas e da instabilidade na procura por viagens.
A ideia de que “dois ônibus pagam um” foi tratada por ele como um erro perigoso para quem está começando. Segundo o empresário, isso só funciona quando os veículos rodam com frequência. Quando um ônibus fica parado ou a agenda enfraquece, as contas continuam chegando e o faturamento não acompanha o tamanho da estrutura.
Após conversar com a esposa, Gabriela, que também atua na parte financeira da empresa, Waguinho decidiu vender o G6. Com o valor recebido, amortizou parte do financiamento do Irizar, reduziu a prestação pela metade e manteve uma reserva para enfrentar períodos fracos.
O empresário afirmou que não sente vergonha de ter dado um passo atrás. Para ele, a venda foi uma forma de proteger a marca, manter a empresa de pé e recuperar tranquilidade. A prioridade agora é trabalhar com apenas um ônibus, fortalecer o caixa e só pensar em expansão quando houver demanda real e reserva suficiente para sustentar o crescimento.